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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Um comitê de consultores da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (17) o uso emergencial da vacina da Moderna contra a COVID-19.

    A medida é mais um passo adiante para que os Estados Unidos, que já utilizam a vacina da Pfizer, tenham uma segunda opção de injeção para imunizar os norte-americanos. Basta que a FDA siga a recomendação do comitê e aprove o uso na população.

    Por 20 votos a zero (e uma abstenção), o comitê de médicos consultores decidiu que os benefícios da vacina superam os riscos oferecidos a pessoas com 18 anos ou mais.

    Na semana passada, o mesmo painel aprovou o uso da vacina da Pfizer. No dia seguinte, a FDA autorizou o uso da vacina na população.

    "Passar de um sequenciamento [genético] de um vírus em janeiro para duas vacinas disponíveis em dezembro é uma conquista notável", disse à Reuters o médico James Hildreth, que deu um dos 20 votos favoráveis à vacina da Moderna.

    A única abstenção veio de Michael Kurilla. O médico disse que a autorização da vacina para pessoas com qualquer idade maior de 18 anos pode ser uma decisão ampla demais.

    "Não estou convencido de que, para todas essas faixas etárias, os benefícios realmente superam os riscos. E eu preferiria ver mais testes voltados para pessoas com alto risco à COVID-19", disse Kurilla.

    A vacina da Moderna deve começar a ser administrada nos norte-americanos assim que a FDA der a luz verde para a vacinação. O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Alex Azar, disse nesta quinta-feira (17) que 5,9 milhões de doses já foram distribuídas para estados e grandes cidades, e estavam prontas para envio aos postos de vacinação.

    Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Mark Lennihan
    Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020

    A vacinação contra a COVID-19 nos Estados Unidos começou nesta segunda-feira (14), com a vacina da Pfizer. As primeiras doses são reservadas para profissionais de saúde e residentes de lares de idosos.

    Foi registrado um caso de forte reação alérgica à vacina da Pfizer no país. Uma mulher apresentou falta de ar e vermelhidão dez minutos após tomar a injeção. Ela foi internada, e passa bem.

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    Estados Unidos, novo coronavírus, COVID-19, vacina
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