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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Nesta segunda-feira (14), o número de mortes causadas pela COVID-19 nos Estados Unidos ultrapassou a marca de 300 mil óbitos, conforme o levantamento da Universidade John Hopkins.

    Segundo os dados da universidade, os EUA são o país mais impactado pela pandemia, líder em números absolutos de mortes e casos da doença. O país tem até agora cerca de 16,4 milhões de casos registrados de COVID-19 e um total de 300.267 mortes - número que supera os óbitos do país durante a Segunda Guerra Mundial. O segundo país com mais mortes na pandemia, o Brasil, tem 181,4 mil mortes causadas pela doença.

    Desde o final de outubro, os EUA vivem uma aceleração do contágio em meio a uma segunda onda da pandemia da COVID-19, que acompanhou a chegada do inverno no hemisfério norte e também causa problemas na Europa. A partir de então, recordes sucessivos de casos e mortes diárias vêm sendo registrados nos EUA.

    Os cinco dias com mais mortes registradas por COVID-19 nos EUA ocorreram nas últimas duas semanas, sendo que os três piores dias da pandemia no país, em número de óbitos diários, aconteceram entre a quarta-feira (9) e a sexta-feira (11). Durante esses dias, a média diária de mortes nos EUA foi de mais de três mil óbitos. Apenas nos últimos quatro dias, foram mais de dez mil novas mortes nos EUA, ainda segundo os dados da universidade.

    Em Los Angeles, nos EUA, profissionais de saúde dentro de um navio-hospital tratam um paciente como parte de um esforço de apoio aos hospitais da região para liberar leitos em meio à pandemia da COVID-19, em 29 de março de 2020
    © AP Photo / Erwin Jacob Miciano
    Em Los Angeles, nos EUA, profissionais de saúde dentro de um navio-hospital tratam um paciente como parte de um esforço de apoio aos hospitais da região para liberar leitos em meio à pandemia da COVID-19, em 29 de março de 2020

    Os casos também dispararam recentemente no país. Se até o final de outubro não houve um dia sequer com mais de 100 mil casos registrados nos EUA, desde o dia 3 de novembro a situação se inverteu e não houve nenhum dia com menos de 102 mil casos registrados no país. O recorde ocorreu no dia 11 de novembro, quando 231.775 casos foram confirmados.

    A mais recente projeção publicada pela Universidade de Washington aponta que os EUA chegarão a cerca de 335 mil mortes no dia 1º de janeiro de 2021, daqui a pouco mais de duas semanas.

    Início da vacinação gera expectativa de reversão do quadro

    Nos EUA, as esperanças agora estão sendo depositadas no possível sucesso da campanha de vacinação contra a COVID-19. A vacina contra a doença, desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, foi aprovada em regime emergencial no domingo (13) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país, e a vacinação teve início já nesta segunda-feira (14). A vacina foi desenvolvida em tempo recorde e teve resultados mostrando 95% de eficácia.

    Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Mark Lennihan
    Sandra Lindsay, enfermeira do Centro Médico Judaico de Long Island, em Nova York, primeira pessoa nos Estados Unidos a ser vacinada contra a COVID-19 no dia 14 de dezembro de 2020

    A postura da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, é frequentemente apontada pela mídia do país como um dos principais fatores para o descontrole da pandemia, uma vez que Trump e seus apoiadores são contrários a medidas de restrições sociais e minimizaram a gravidade da doença em diversos momentos. O tema foi o foco da disputa presidencial do país neste ano, realizada em meio à pandemia.

    O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, e a sua vice-presidente, Kamala Harris, durante a Convenção Nacional Democrata
    © AFP 2020 / Olivier Douliery
    O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, e a sua vice-presidente, Kamala Harris, durante a Convenção Nacional Democrata

    O democrata Joe Biden, que deve ser apontado como presidente eleito dos EUA nesta segunda-feira (14) pelo Colégio Eleitoral do país, prometeu que vacinará 100 milhões de norte-americanos nos seus 100 primeiros dias de mandato. Sua principal promessa de campanha foi o emprego de esforços para o controle rápido da pandemia, que atinge os EUA como nenhum outro lugar e avançou rapidamente nos últimos dois meses. O início do novo mandato presidencial nos EUA está marcado para 21 de janeiro de 2021.

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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)

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    Tags:
    Universidade de Washington, Universidade Johns Hopkins, Joe Biden, Donald Trump, Pfizer, EUA, COVID-19
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