02:03 05 Agosto 2021
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    Embora a Suprema Corte dos EUA ainda não tenha apresentado uma decisão final sobre as eleições dos EUA, o YouTube anunciou que vai remover qualquer conteúdo que alegue que o resultado da eleição presidencial do mês passado foi fraudulento.

    Enquanto o presidente Donald Trump alimenta teorias sobre fraudes sobre o pleito norte-americano e aguarda uma decisão da Suprema Corte, para o YouTube o resultado é definitivo: não houve fraude. A rede social, inclusive, anunciou na quarta-feira (9) que qualquer postagem contrária a este entendimento será excluída do site, escreve o portal de notícias RT.

    ​Ontem (9) foi o prazo de Safe Harbor e estados suficientes certificaram seus resultados eleitorais para determinar um presidente eleito - isso significa que a eleição presidencial dos Estados Unidos de 2020 é agora uma "eleição passada" de acordo com nossas políticas.

    "Vamos começar a remover qualquer conteúdo carregado hoje [9] (ou a qualquer momento depois) que engane as pessoas, alegando que fraudes ou erros generalizados mudaram o resultado da eleição presidencial de 2020 nos EUA", disse a plataforma de vídeo em um comunicado nas redes sociais.

    Usuários da rede social contestam a decisão e alegam censura. "O YouTube permitirá que você critique a forma como o governo está lidando com o coronavírus, mas se você criticar a forma como o governo está lidando com a eleição, seu vídeo será removido", escreveu um internauta em um dos comentários.

    Já outro apontou que as políticas da empresa estão em conflito com a Constituição dos Estados Unidos.

    Suas "políticas" estão em conflito com a Constituição dos Estados Unidos: uma eleição presidencial não é "passada" até que o Colégio Eleitoral se reúna e vote na presidência. Então - e apenas então - é quando a eleição termina.

    Além de remover esses conteúdos, o YouTube enfatizou sua política de aumentar o alcance de notícias consideradas "oficiais" e suprimiria a "desinformação problemática". A plataforma faz isso desde o dia das eleições, além de direcionar os telespectadores para fontes oficiais de informação sancionadas pelo governo.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, acenam ao deixar a Casa Branca, Washington, EUA, 5 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Yuri Gripas
    Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, acenam ao deixar a Casa Branca, Washington, EUA, 5 de dezembro de 2020

    Caso no Supremo

    Com relação às eleições norte-americanas em 2020, a Suprema Corte dos EUA ainda vai ouvir nas próximas semanas um caso apresentado pelo estado do Texas, que alega, entre outros pontos, que a probabilidade de Biden ter uma vitória limpa era "menos de uma em um quatrilhão". O estado sustenta que as vitórias do ex-vice-presidente na Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin foram inconstitucionais. Arkansas, Alabama e Louisiana também assinaram o processo.

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    Tags:
    COVID-19, Joe Biden, Donald Trump, Eleições nos EUA, EUA, censura, YouTube
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