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    Joe Biden confirmou sua vontade de fazer os EUA retornarem ao Plano de Ação Conjunto Global sobre o programa nuclear do Irã e de conduzir mais negociações com Teerã sobre esta questão.

    Anteriormente, Biden escreveu em um artigo no site do canal CNN que, caso o Irã voltasse ao "cumprimento rigoroso" do acordo nuclear, os Estados Unidos retornariam ao formato do acordo para negociações "futuras" e levantariam as sanções contra o Irã impostas pelo presidente atual, Donald Trump.

    Biden confirmou sua posição ao jornal The New York Times, afirmando que "isso seria difícil, mas sim", que estava pronto para dar este passo.

    "Olha, há muita conversa sobre mísseis de alta precisão e sobre tudo o resto que está desestabilizando a região. [Mas o fato é que] a melhor maneira de atingir a estabilidade na região é lidar com o programa nuclear", disse Biden ao jornal.

    Ele acrescentou que sua administração, em colaboração com seus aliados e parceiros, pretende "participar de negociações e efetuar acordos futuros" para reforçar e prolongar as restrições ao programa nuclear iraniano, além disso, planeja abordar o "programa de mísseis" do país.

    "Os Estados Unidos podem sempre cancelar as sanções em caso de necessidade e o Irã sabe disso", disse Biden.

    Segundo ele, se Teerã obtiver a bomba nuclear, isso colocará uma enorme pressão sobre a Arábia Saudita, a Turquia, o Egito e outros países, que quererão obter suas próprias armas nucleares.

    "E a última coisa que precisamos naquela parte do mundo é o maldito aumento da capacidade nuclear", destacou Biden.

    De acordo com o jornal, Biden e seus assessores na esfera de segurança nacional acreditam que, assim que ambos os lados restabeleçam o acordo, se seguirão logo negociações para prolongar o prazo das restrições de produção de "material físsil" e limitar as "atividades hostis" do Irã em outros Estados regionais.

    Reator atômico na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã (foto de arquivo)
    © AFP 2021 / Atta Kenare
    Reator atômico na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã (foto de arquivo)

    De preferência, a equipe de Biden gostaria que nas negociações futuras participassem não apenas os países que inicialmente assinaram o acordo (Irã, EUA, Rússia, China, Reino Unido, França, Alemanha e UE), mas também os países vizinhos do Irã, especialmente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, segundo o jornal.

    Por enquanto, a equipe de Biden insiste que é do interesse dos EUA fazer com que o programa nuclear do Irã volte a estar sob controle e possa ser efetuada uma inspeção completa a este programa.

    Segundo ele, a produção de armas nucleares pelo Irã representa uma ameaça direta para a segurança nacional dos EUA e para o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.

    O Irã o seis negociadores internacionais chegaram a um acordo histórico em julho de 2015 para regulamentar o problema permanente do setor nuclear iraniano. As negociações de muitos meses culminaram com a aprovação do Plano de Ação Conjunto Global. Seu cumprimento deveria levar ao cancelamento de todas as sanções econômicas e financeiras impostas antes ao Irã pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, EUA e EU.

    O acordo previa, em particular, que o embargo à compra e venda de armas por Teerã seria cancelado no prazo de cinco anos após a assinatura e que as entregas seriam possíveis antes disso mas só com permissão do Conselho de Segurança.

    O acordo em sua forma original não durou muito tempo. Em maio de 2018, os EUA anunciaram o seu abandono unilateral e a restauração de sanções severas contra Teerã.

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    Tags:
    EUA, arma nuclear, Irã, sanções, negociações, acordo, programa nuclear, Joe Biden
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