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    Obama critica eleitores hispânicos de Trump que deixaram de lado os comentários "racistas" e as políticas de imigração do presidente nas eleições por concordarem com o mesmo sobre assuntos polêmicos.

    Obama atribuiu o apoio hispânico a Trump por parte dos eleitores hispânicos evangélicos por acreditar que eles consideram certas questões menos importantes do que sua fé, como o casamento gay e o direito ao aborto.

    "As pessoas ficaram surpresas com muitos hispânicos que votaram em Trump", disse o ex-presidente na quarta-feira (25) no programa The Breakfast Club, para promover seu livro de memórias intitulado "A Promised Land" ("Uma Terra Prometida", traduzido para o português).

    Obama no @breakfastclubam: "... Há muitos hispânicos evangélicos que pensam que o fato de Trump dizer coisas racistas sobre os mexicanos ou colocar trabalhadores sem documentos em gaiolas, é menos importante do que o fato dele apoiar suas visões [na lógica evangélica] sobre o casamento gay ou o aborto."

    Não está claro qual opinião de Obama sobre as visões de Trump em relação ao casamento gay. Contudo, durante sua primeira campanha para o cargo presidencial, afirmou várias vezes que aprovava o "casamento tradicional", tendo sido contra a legalização de casamento para comunidade LGBTQIA+ até 2012. Mais tarde, em 2016, considerou que a legalidade do último já era uma questão resolvida.

    Os críticos zombaram de Obama por seu "tom unificador" e por sua decepção em relação aos eleitores hispânicos que apoiaram Trump. Em estados como a Flórida, Trump obteve ganhos em 2020 comparados a 2016, entre eleitores desse grupo.

    Como sempre, Obama está muito decepcionado com aqueles que discordam dele. Eles obviamente concordam com o racismo porque são fanáticos religiosos, mesmo que sejam hispânicos.

    Outras entidades tentam provar que as palavras de Obama podem não corresponder completamente à realidade, já que ele e Hillary Clinton receberam mais apoio de eleitores evangélicos hispânicos do que seus oponentes nas corridas presidenciais de 2012 e 2016.

    Obama superou [Romney] com evangélicos hispânicos por 11 pontos em 2012. Clinton superou [Trump] por 13 pontos em 2016.

    Outros também apontaram que muitas das "gaiolas" mencionadas por Obama foram construídas e utilizadas durante sua administração.

    "Lembre-se, Obama construiu essas gaiolas. Nem todos os latinos são do México. Trump assumiu o cargo apoiando o casamento gay, ao contrário de Obama", escreveu Ashe Short, editora do Daily Wire, em sua página no Twitter.

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    Tags:
    Barack Obama, Donald Trump, Estados Unidos, eleições, evangélicos, aborto, casamento gay
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