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    O Pentágono estaria envolvido no desenvolvimento de armas avançadas para evitar ataques de mísseis hipersônicos no chamado espaço próximo, sugeriu o analista militar Kris Osborn.

    Em um artigo para a FoxNews, ele aponta a capacidade dos veículos hipersônicos de deslizarem "ao longo dos limites superiores da atmosfera terrestre" de modo a usarem "a trajetória e a velocidade de descida" para eliminar alvos "com uma força sem precedentes".

    Combater tais ataques continua sendo um problema, ressaltou Osborn, citando as palavras do diretor de armas hipersônicas no Pentágono, Michael White. Durante uma recente coletiva de imprensa, este teria dito que os sistemas da defesa aérea dos EUA e interceptores de mísseis se destinam a operar "em ambos os lados desta zona operacional do espaço próximo".

    "O desafio dos sistemas hipersônicos é que eles voam […] a uma altitude que muitas pessoas chamam de 'espaço próximo', digamos, entre 24 e 45 quilômetros. Sem velocidades hipersônicas, não há bastante elevação para voar nessas altitudes com baixas densidades.

    Assim, a velocidade hipersônica de fato possibilita um voo sustentado lá", apontou, adicionando que a defesa aérea dos EUA funciona bem "até cerca de 23 quilômetros" de altitude.

    Osborn constatou que as palavras de White podem significar que o Departamento de Defesa dos EUA "está se aproximando rapidamente do que podia ser uma das 'lacunas' na defesa [aérea]".

    Estes comentários surgiram algumas semanas após Robert O'Brien, conselheiro de Segurança Nacional, ter anunciado planos da Marinha dos Estados Unidos de instalar mísseis hipersônicos em seus submarinos nucleares de ataque da classe Virgínia, em três navios da classe Zumwalt e em mais de 60 destróieres.

    No início deste ano, os EUA intensificaram os esforços para desenvolver mísseis hipersônicos capazes de voar a velocidades entre cinco e 20 vezes a velocidade do som, em resposta às demonstrações desta tecnologia pela China e pela Rússia.

    Representação gráfica de um míssil hipersônico durante a fase de lançamento
    © Foto / Lockheed Martin
    Representação gráfica de um míssil hipersônico durante a fase de lançamento

    O presidente Trump falou sobre isso em maio, dizendo que os EUA têm o que ele chamou de "míssil super-duper", que é "17 vezes mais rápido do que eles [Moscou e Pequim] têm agora".

    Por sua parte, o presidente Vladimir Putin sublinhou em setembro que Moscou não tinha outro remédio senão prosseguir o desenvolvimento de sistemas de armas hipersônicas com capacidade nuclear logo após a decisão da administração Bush em 2002 de romper o Tratado Antibalístico de 1972, que proibia a criação de defesas antimísseis.

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    Tags:
    Pentágono, mísseis, EUA
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