20:42 05 Dezembro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    0 12
    Nos siga no

    A campanha eleitoral do presidente norte-americano Donald Trump aumentou os esforços legais para impedir que seis estados-chave com pequenas vantagens de Joe Biden certifiquem seus resultados.

    Todos os principais veículos de imprensa dos EUA já projetaram Joe Biden como vencedor da eleição presidencial de 3 de novembro.

    Os eleitores norte-americanos elegem seu presidente através do Colégio Eleitoral, que atribui 538 votos eleitorais em todos os estados, e não através de um voto popular. Biden neste momento captou 306 votos eleitorais, sendo necessários 270 para ganhar. Segundo o voto popular, Biden ganhou 79,6 milhões de votos (51%) contra os 73,6 milhões de Trump (47%), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (19).

    Cada estado tem seus próprios prazos internos, mas devem certificar os resultados até o prazo federal de 8 de dezembro, com os membros do Colégio Eleitoral se reunindo em 14 de dezembro para emitir formalmente os votos.

    A nível federal, a campanha de Trump pediu ao Departamento de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) para verificar os Sistemas de Votação Dominion, que eles alegam ter eliminado e revertido os votos, acabando esses a favor de Biden.

    "À medida que começamos a investigar [...] o que surgiu muito rapidamente é que não há uma fraude eleitoral singular em um estado", disse o advogado de Trump, Rudy Giuliani, durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19).

    "Este padrão se repete em vários estados, quase exatamente o mesmo padrão, o que para qualquer investigador experiente [ou] procurador sugeriria que havia um plano de um lugar centralizado para executar estes vários atos de fraude eleitoral especificamente focados nas grandes cidades".

    Batalha pelos estados

    O estado de Pensilvânia, que garante 20 votos do Colégio Eleitoral, obteve oficialmente vitória por Biden com uma diferença de 82.100 (ou 1,2%) votos, segundo os últimos dados, com o prazo de contagem terminando na segunda-feira (23). Apenas 2.349 das cédulas enviadas por correio foram invalidados devido à falta de datas. Nenhum dos processos judiciais da campanha Trump no estado teve sucesso até agora.

    Em Michigan, que é representado por 16 votos do Colégio Eleitoral, Biden ganhou oficialmente com uma diferença de 155.000 votos (ou 2,8%), e seus resultados também serão certificados definitivamente na segunda-feira (23).

    Várias ações judiciais foram efetuadas pela campanha do atual presidente norte-americano, especialmente na cidade de Detroit, onde Biden conquistou 80% dos votos oficiais, porém, as tentativas também não obtiveram sucesso.

    Rudy Giuliani, advogado pessoal de Donald Trump, presidente dos EUA, gesticula depois que a mídia anunciou que Joe Biden, o candidato democrata à presidência dos EUA, venceu as eleições presidenciais norte-americanas de 2020, na Filadélfia, Pensilvânia, EUA, 7 de novembro de 2020
    © REUTERS / Eduardo Munoz
    Rudy Giuliani, advogado pessoal do presidente dos EUA, Donald Trump, em coletiva de imprensa

    No estado de Geórgia, responsável por 16 votos do Colégio Eleitoral, o secretário de Estado local, Brad Raffensperger, anunciou na quinta-feira (19) que uma recontagem de votos reafirmou a liderança de Biden, enquanto Trump conta com uma vantagem de 12.780 votos (ou 0,2% do total). O estado, por lei, deve certificar os resultados até à sexta-feira (20), 17h00, horário local (19h00, horário de Brasília), mas os processos judiciais continuam.

    Em relação ao Arizona, que tem 11 votos no Colégio Eleitoral, e no qual Biden oficialmente supera Trump por 10.000 votos (ou 0,3%), juízes locais negaram uma auditoria ampla dos resultados, com os advogados da campanha Trump admitindo que o resultado final não seria alterado em caso de sucesso. A certificação final está prevista para 30 de novembro pela lei estadual.

    O Wisconsin é representado por dez membros no Colégio Eleitoral, e foi conquistado por Biden com uma diferença de 20.608 votos (ou 0,6%), mas seus resultados são certificados até 1º de dezembro. A campanha Trump pagou US$ 3 milhões (R$ 15,9 milhões) na quinta-feira (19) para fazer recontagem nos condados de Milwaukee e Dane, onde Biden alcançou 70% e 75% dos votos, respectivamente, afirmando que houve alterações e emissões ilegais de votos, bem como um crescimento suspeito nos eleitores "indefinidamente confinados".

    Entre os estados contestados, Nevada é o menos representado com seis votos no Colégio Eleitoral. Biden lidera por 34.000 votos (ou 2%). A campanha Trump alega que o uso de escaneamento ótico para processar assinaturas violou a lei estadual, e que foram emitidos votos por pessoas mortas. Um fiscalizador conservador entrou com uma ação judicial semelhante, sobre a qual se espera que um juiz ouça argumentos na sexta-feira (20).

    A lei estadual exige que a certificação seja feita até terça-feira (24).

    Mais:

    Pesquisa: 52% dos eleitores republicanos acreditam que Trump é o vencedor das eleições
    Trump demite chefe de cibersegurança, Chris Krebs, que rejeitou alegações de fraude eleitoral
    'Eu venci': Trump afirma que resultados de 'eleições por correspondência' não podem ser mantidos
    Tags:
    Departamento de Justiça dos EUA, Departamento de Justiça, Rudy Giuliani, Pensilvânia, Michigan, Detroit, Geórgia, Arizona, Wisconsin, Dane, Milwaukee, Colégio Eleitoral, Nevada, EUA, Donald Trump, Joe Biden
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar