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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)
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    Os casos são tantos que em El Paso, no Texas, prisioneiros ganham o equivalente a R$ 11,00 para remover corpos do necrotério. Já em Nova York, escolas voltam a fechar após oito semanas abertas.

    Em menos de dez meses, a COVID-19 já matou mais do que o total combinado de vítimas fatais de acidentes de carro, suicídios e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) num só ano nos Estados Unidos, informou a rede de TV a cabo CNN.

    São 250 mil pessoas mortas pelo coronavírus, o maior número do planeta e cerca de 85 mil a mais do que o Brasil, o segundo colocado de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

    O pessoal médico está sobrecarregado com hospitalizações recordes, os governadores correm para emitir restrições às reuniões e as mortes são as mais altas em média em meses.

    As infecções estão aumentando nas grandes cidades, um enorme revés mesmo antes do início do forte inverno norte-americano, previsto para começar dia 21 de dezembro depois de uma primavera de luta contra o vírus devastador.

    A cidade de El Paso, no Texas, está pagando aos detentos US$ 2,00 por hora (cerca de R$ 11,00) para ajudar o necrotério local a remover os corpos das vítimas do coronavírus.

    Em Ohio, foi decretado toque de recolher noturno. No Mississippi, ampliou-se a exigência de uso de máscaras e em Iowa há pela primeira vez um mandado exigindo o uso delas.

    Em Maryland, todos os bares, restaurantes e clubes noturnos têm que fechar às 22 horas. E na Pensilvânia, as autoridades disseram que qualquer pessoa que viajasse para lá precisaria ser testada antes da chegada.

    O sistema escolar da cidade de Nova York, o maior do país com mais de um milhão de alunos, está fechando nesta quinta-feira (19) após determinação na quarta-feira (18) do prefeito Bill de Blasio. Isso acontece apenas oito semanas após sua abertura. Hora de nova transição dos alunos para o aprendizado remoto.

    Especialistas em saúde alertam que se os norte-americanos não levarem mais a sério o uso de máscaras e evitarem a socialização descuidada, o índice de mortes aumentará drasticamente.

    E a tragédia pode crescer ainda mais também por causa de uma das datas mais simbólicas do calendário norte-americano: o feriado do Dia de Ação de Graças, no dia 26 de novembro, com suas tradicionais reuniões familiares.

    Tema:
    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)

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    Tags:
    Mississippi, Texas, Ohio, OMS, Nova York, COVID-19
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