01:12 24 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    0 24
    Nos siga no

    Nesta terça-feira (17), o comandante geral da polícia boliviana, Jhonny Aguilera, informou que os ex-ministros do Governo e da Defesa, Arturo Murillo e Luis Fernando López, respectivamente, deixaram a Bolívia.

    Ambas as ex-autoridades têm mandados de prisão emitidos contra si no âmbito de investigações sobre compras superfaturadas de gás lacrimogêneo. Conforme publicou o site da rádio boliviana Fides, o comandante geral da polícia afirmou que os ex-ministros deixaram o país em 9 de novembro e que Murillo estaria no Panamá, enquanto López estaria no Brasil.

    Aguilera afirmou ainda que foi possível estabelecer um cronograma que permitiu comprovar a saída de um voo oficial identificado como FAB-046, que partiu com quatro ocupantes do aeroporto de Trompillo, na região boliviana de Santa Cruz, com destino à população de Puerto Suárez e que posteriormente foi para Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

    Em La Paz, a então presidente interina da Bolívia, Jeanina Áñez (centro), fala à imprensa ao lado do ministro de Governo, Arturo Murillo (à direita), e do ministro da Defesa, Luis Fernando López (à esquerda), em 28 de novembro de 2020.
    © AP Photo / Juan Karita
    Em La Paz, a então presidente interina da Bolívia, Jeanina Áñez (centro), fala à imprensa ao lado do ministro de Governo, Arturo Murillo (à direita), e do ministro da Defesa, Luis Fernando López (à esquerda), em 28 de novembro de 2020.

    Ainda segundo a declaração de Aguilera ao site da rádio Fides, a partir da chegada a Corumbá foram realizados "trâmites administrativos que permitiram às autoridades" deixarem a Bolívia. O comandante geral da polícia boliviana disse também ter "convicção" de que a imigração brasileira teria certificado a entrada de ambos os fugitivos no Brasil.

    Aguilera apontou ainda que o ex-ministro Murillo viajou ao Panamá por meio da companhia aérea Copa Airlines ainda em 9 de novembro e que a investigação está levantando informações para acionar o Ministério Público, que pode tomar as providências cabíveis.

    No final de 2019, o presidente da Bolívia, Evo Morales, renunciou ao cargo sob pressão de militares e policiais e em meio a ataques da oposição contra seus partidários. Em seu lugar, assumiu a presidente interina Jeanine Áñez, que se manteve no cargo durante um ano até a vitória eleitoral, em primeiro turno, do atual presidente, Luis Arce, que pertence ao mesmo partido que Morales.

    Mais:

    Porta-voz do MAS denuncia ataque com dinamite contra presidente eleito da Bolívia
    Bolívia e Venezuela retomam formalmente relações diplomáticas
    Cientistas identificam transmissão humana de vírus raro e letal na Bolívia
    Tags:
    Mato Grosso do Sul, Brasil, Bolívia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar