04:50 26 Novembro 2020
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    Em entrevista, Jim Jeffrey, enviado especial dos EUA para a Síria, afirmou que o número de soldados de seu país na Síria era muito maior do que o informado a Trump.

    Ainda de acordo com o diplomata, a decisão de ocultar de Trump o verdadeiro número de militares atuando na Síria foi deliberada.

    "Nós estávamos o tempo todo fazendo jogo de risco para não deixar clara a nossa liderança quantas tropas tínhamos lá [na Síria]", publicou a revista Defense One citando o representante dos EUA para a Síria Jim Jeffrey.

    Apesar de elogiar a política de Trump para o Oriente Médio, o diplomata reconheceu que a ocultação do número de tropas de seus superiores foi uma prática constante.

    Ainda em 2019, o presidente americano havia concordado com a permanência de cerca de 200 militares na Síria ao passo que demonstrou interesse em retirar as tropas do país. Contudo, de acordo com Jeffrey, o número real de soldados americanos no país árabe é "muito maior" do que se pensa.

    'EUA nunca saíram da Síria'

    Enquanto anunciava vitória sobre o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), Trump insistiu por duas vezes na retirada dos militares da Síria, a primeira em 2018 e a segunda em 2019.

    Contudo, segundo Jeffrey, que acredita que as ordens seriam uma controvérsia de Trump em sua política para o Oriente Médio, o presidente foi convencido a manter um contingente militar.

    "Que retirada da Síria? Nunca houve uma retirada da Síria [...] Quando a situação no nordeste da Síria ficou consideravelmente estável após derrotarmos o Daesh, [Trump] estava disposto para a retirada. Em ambos os casos, nós decidimos apresentar os cinco melhores argumentos sobre a razão de termos que ficar [na Síria]. E nós conseguimos ambas as vezes", acrescentou.

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    Tags:
    diplomacia, militares, Exército dos EUA, guerra, conflito, Donald Trump, Síria
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