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    O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, afirmou nesta quarta-feira (11) que seu país não cederá à pressão da China, devido ao caso envolvendo a diretora financeira da empresa Huawei, Meng Wanzhou.

    Meng, filha do fundador e presidente-executivo da Huawei, Ren Zhengfei, foi detida em 2018 no Aeroporto Internacional de Vancouver durante uma escala a caminho do México, vindo de Hong Kong, a pedido do governo dos EUA. As autoridades norte-americanas querem julgar Meng por seu suposto papel na violação de sanções contra o Irã.

    O caso foi o estopim de tensões diplomáticas entre Canadá e China, que logo após a prisão de Meng deteve dois cidadãos canadenses, Michael Spavor e Michael Kovrig, sob a acusação de espionagem.

    Diretora financeira da empresa chinesa Huawei, Meng Wanzhou (foto de arquivo)
    © Sputnik / Aleksei Druzhinin
    Diretora financeira da empresa chinesa Huawei, Meng Wanzhou (foto de arquivo)

    "Não acreditamos em diplomacia coercitiva e [...] na verdade, acreditamos profundamente que se você começar a ceder a esse tipo de pressão, ficará em uma situação pior no longo prazo", disse Trudeau em entrevista durante uma conferência on-line do Financial Times.

    "A China continua a pensar que pode simplesmente fazer pressão sobre nós e nós [...] cederemos, mas isso é exatamente o oposto de nossa posição", declarou Trudeau.

    Meng nega as acusações feitas contra ela e luta contra sua extradição para os EUA. Atualmente, ela vive em prisão domiciliar em Vancouver.

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    Tags:
    extradição, justiça, relações exterirores, governo, diplomacia, Crise
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