01:27 24 Novembro 2020
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    A mídia dos EUA projetou Joe Biden como vencedor das eleições presidenciais, mas os resultados oficiais finais ainda não foram anunciados, com Donald Trump tentando inverter o desfecho na Justiça.

    Donald Trump deixará de desfrutar de privilégios especiais no Twitter se perder a eleição nos EUA, disse a agência Bloomberg, citando o gigante das redes sociais.

    Isso o enquadrará na categoria de um "ex-líder mundial", o que significa que não estará sujeito à mesma proteção que sua conta no Twitter atualmente. Segundo a mídia, se Trump perder mesmo a posição e acumular aí violações na sua conta, as restrições poderão se estender até ela ser banida do serviço.

    O portal The Verge, por sua vez, citou um porta-voz do Twitter dizendo que a "abordagem da rede social aos líderes mundiais, candidatos e funcionários públicos se baseia no princípio de que as pessoas devem ser capazes de escolher ver o que seus líderes estão dizendo com um contexto claro", o que significa que o Twitter "pode aplicar avisos e rótulos, e limitar o engajamento a certos tweets".

    "Esta estrutura política se aplica aos atuais líderes mundiais e candidatos a cargos, e não aos cidadãos privados, quando eles não ocupam mais esses cargos", acrescentou o porta-voz anônimo, citado pela mídia.

    De acordo com The Verge, os privilégios especiais no Twitter referentes à conta pessoal de Trump podem se esgotar em 20 de janeiro de 2021, quando Joe Biden tomaria posse.

    Em relação às "contas específicas de cargos como @WhiteHouse [Casa Branca], @POTUS [presidente dos EUA] e @FLOTUS [primeira-dama dos EUA]", elas serão transferidas para uma nova administração potencial dos EUA, informou.

    Na quarta-feira (4), o Twitter censurou uma série de tweets do presidente, que viu sua vantagem inicial se evaporar e criticou o processo das eleições na ocasião, colocando um aviso de isenção de responsabilidade: "Algum ou todo o conteúdo compartilhado neste tweet é questionado e pode ser enganoso sobre uma eleição ou outro processo cívico." Os usuários que desejarem ler os tweets do presidente precisam clicar em "Ver" para acessá-los.

    O Facebook define como políticos isentos de verificação de fatos candidatos a cargos, atuais detentores de cargos e muitos de seus indicados para o gabinete, juntamente com os partidos políticos e seus líderes, o mesmo não acontecendo com pessoas sem cargo, independentemente de sua história.

    Logotipo da rede social Facebook
    © AP Photo / dapd, Joerg Koch
    Logotipo da rede social Facebook

    Questionado pela agência Reuters, o Facebook não respondeu como trataria a conta de Trump na plataforma.

    Histórico de Trump com redes sociais

    Trump tem expressado bastantes críticas sobre as plataformas de redes sociais, especialmente Twitter e Facebook, acusando-os de silenciar "republicanos proeminentes" e de haver um "viés de esquerda radical".

    No mês passado, o Centro de Pesquisa de Mídia, um grupo de análise de conteúdo norte-americano, relatou que Trump foi censurado no Facebook e Twitter 65 vezes no último ano e meio, enquanto Biden não enfrentou caso algum de censura nessas redes sociais.

    No sábado (7), muitos veículos de imprensa norte-americanos apontaram Joe Biden como o vencedor das eleições presidenciais dos EUA de 2020, que se declarou presidente eleito.

    No entanto, Trump continua afirmando que a corrida ainda não terminou, que a eleição foi fraudulenta, e prometeu que sua administração reivindicaria vitória na Justiça dos EUA.

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    Tags:
    Reuters, Twitter, Facebook, Facebook, Casa Branca, Joe Biden, The Verge, Twitter, Bloomberg, EUA, Donald Trump
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