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    Pesquisa mostra que o ex-vice-presidente aparece na frente em Michigan, Wisconsin, Arizona e Carolina do Norte onde o republicano venceu em 2016.

    O ex-vice-presidente Joe Biden tem vantagem em quatro estados de tradição republicana onde Donald Trump venceu em 2016, de acordo com pesquisa do instituto SSRS, informou a rede de televisão a cabo CNN. Em dois deles, a diferença a favor do candidato democrata sobre o republicano é maior do que a margem de erro da sondagem.

    No Arizona e no Wisconsin, ambos no Meio Oeste, os resultados são parecidos com a média de pesquisas recentes. O Arizona apresenta uma corrida dentro da margem. Ainda assim, aponta Biden na liderança: 50% contra 46% de Trump. E em Wisconsin, Biden tem mais folga: 52% a 44%, portanto fora da margem de erro de quatro pontos.

    Os números são alentadores para Biden porque Trump venceu todos estes quatro estados há quatro anos. E a derrota na próxima terça-feira (3) dificultaria a corrida pelos 270 votos no colégio eleitoral que, na prática, decidem quem será o ocupante da Casa Branca nos próximos quatro anos.

    Esta e outras pesquisas indicam que Biden tem uma ampla diferença entre os eleitores que já votaram pelo correio ou através de votação presencial antecipada. E que Trump lidera por uma ampla margem entre aqueles que ainda não votaram. 

    O mesmo acontece na Carolina do Norte com o ex-vice-presidente tendo seis pontos de vantagem (51% a 45%), apesar de uma pesquisa da rede de televisão NBC News com a Universidade Marist College esta semana também ter apontado Biden com uma estreita margem.

    Mais que números

    A pesquisa também foi temática. Na economia e na pandemia do coronavírus, há divergência sobre quem lidaria melhor com elas. Biden tem uma margem considerável como mais confiável para gerenciar o surto de coronavírus nos quatro estados. No Arizona e na Carolina do Norte, os entrevistados preferem a economia nas mãos de Trump (54% a 43% no primeiro e 51% a 46% no segundo). Mas os dois candidatos estão virtualmente empatados nessa questão em Michigan (49% a 48% a favor do presidente) e Wisconsin (49% a 48% para o democrata).

    Em Michigan e Wisconsin, os eleitores brancos constituem uma parcela maior da população do que no Arizona ou na Carolina do Norte e também estão mais aptos a apoiar Biden em Michigan e Wisconsin do que nos outros dois estados.

    Os eleitores brancos com diplomas universitários nos dois estados do Meio Oeste favorecem Biden por margens especialmente folgadas: 61% apoiam o ex-vice-presidente tanto no Michigan quanto no Wisconsin comparando com cerca da metade no Arizona (50%) e na Carolina do Norte (51%). A maioria dos eleitores brancos sem diplomas apoiam Trump, com seu mais forte apoio entre esse grupo vindo da Carolina do Norte onde 64% apoiam o presidente.

    Há grandes disparidades de gênero entre os quatro estados com 55% ou mais das mulheres apoiando Biden em cada um desses estados, enquanto os homens pendem para Trump na Carolina do Norte e no Arizona e se dividem igualmente entre os dois em Michigan e Wisconsin.

    A peculiar geografia dos Estados Unidos, com uma distância média de 4.800km e, principalmente, seis fusos horários considerando o Havaí, agrega um suspense a mais: os votos que saem dali vão demorar mais para serem computados.

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    Tags:
    Washington, DC, eleição, Donald Trump, Joe Biden
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