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    Mundo enfrenta COVID-19 em meados de outubro (78)
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    Fornecimentos da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus a países da América Latina podem começar em dezembro, afirmou Kirill Dmitriev, diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

    "Acreditamos que já em dezembro poderemos iniciar o fornecimento à América Latina, vamos produzir dezenas de milhões de doses de vacina já em dezembro […] para fornecimentos muito ativos serem iniciados em janeiro", detalhou Kirill Dmitriev durante a conferência conjunta on-line do RFPI e do Instituto Bering-Bellingshausen para as Américas (IBBA), dedicada à vacina Sputnik V e às perspectivas de cooperação da Rússia com os países da América Latina.

    Diretor-geral do RFPI anunciou que a vacina Sputnik V será produzida no Brasil, Índia, Coreia do Sul e China.

    "Nós confirmamos poder fornecer grandes volumes [da vacina] em dezembro deste ano. Vamos produzi-la no Brasil, Índia, Coreia do Sul, China e em mais um país", ressaltou.

    Dmitriev salientou também a importância de os reguladores utilizarem os dados dos países onde as vacinas estão sendo testadas.

    "E há uma segunda questão, que é a regulamentar. Quão rápido regulador aprovará a nossa vacina. Nós, por exemplo, nos candidatamos a ensaios clínicos brasileiros e esperamos obter aprovação em dezembro. Por isso vamos trabalhar com reguladores para que sejamos aprovados rapidamente em seus países", afirmou.

    "Em breve, anunciaremos acordos com Argentina e Peru, além dos acordos que já temos com o México, o Brasil e vários outros países", sublinhou, acrescentando esperar que os acordos sejam fechados em novembro.

    Enfermeira manipula vacina russa Sputnik V contra COVID-19 durante testes com voluntários em Moscou, Rússia, 9 de setembro de 2020
    © Sputnik / Vladimir Pesnya
    Enfermeira manipula vacina russa Sputnik V contra COVID-19 durante testes com voluntários em Moscou, Rússia, 9 de setembro de 2020

    Diretor-geral do RFPI notou ainda que os países devem escolher um portfólio de vacinas, e não apenas uma. "Não se pode apostar em uma vacina."

    Registrada no início de agosto, a vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, com financiamento do RFPI, tem despertado a atenção de diversos países.

    Mais de 50 países do Oriente Médio, Ásia, América Latina, Europa e Comunidade dos Estados Independentes firmaram acordos de compra da vacina Sputnik V.

    Tema:
    Mundo enfrenta COVID-19 em meados de outubro (78)

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    Tags:
    Brasil, COVID-19, novo coronavírus, América Latina, vacina, Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI), Sputnik V
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