01:11 22 Outubro 2020
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    O ex-presidente da Bolívia Evo Morales denunciou nesta segunda-feira (12) que os Estados Unidos estão interferindo nas eleições presidenciais de seu país, previstas para o dia 18 de outubro.

    Em seu perfil no Twitter, Morales afirmou que os partidos Ação Democrática Nacionalista (ADN) e Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), entre outras legendas, se retiraram do pleito após receberem instruções do Departamento de Estado americano.

    "Ação Democrática Nacionalista, Movimento Nacionalista Revolucionário e outros partidos se retiram por instruções do Departamento de Estado de Estados Unidos", escreveu Morales, depois que várias formações políticas se retiraram da campanha para beneficiar com seus votos o candidato Carlos Mesa, que está em segundo lugar nas pesquisas.

    O ex-presidente frisou que nada poderá derrotar a união do povo em torno de Luis Arce, candidato do Movimento Ao Socialismo (MAS), que lidera as pesquisas de opinião

    ADN, MNR e outros partidos se retiram sob instruções do Departamento de Estado dos EUA. Nada vai destruir a unidade do povo que se une em torno de @LuchoXBolivia [Luis Arce]. Seremos milhões e devolveremos a dignidade e a liberdade para o povo.

    Em consonância com Morales, o ex-chanceler Diego Pary advertiu que as reuniões recentes do ministro de Governo, Arturo Murillo, com representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Departamento de Estado dos EUA, são uma mostra de que existe "mais um plano por trás" das eleições.

    Em 28 de setembro, Murillo viajou aos EUA para se reunir com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da OEA e do Departamento de Estado americano.

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    Tags:
    Estados Unidos, eleições presidenciais, Evo Morales, Bolívia
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