03:45 20 Outubro 2020
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    A Justiça da Bolívia negou nesta segunda-feira (5) o último recurso legal contra a participação do Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales, nas eleições de 18 de outubro. 

    De acordo com a decisão da Sala Constitucional de La Paz, órgão vinculado ao Tribunal Constitucional Plurinacional (TCP), não é possível obrigar a Justiça eleitoral a julgar antes da votação a questão da vigência da legenda. 

    "Seguimos no caminho para as eleições de 18 de outubro", disse a jornalistas o advogado Wilfredo Chávez, que representa o MAS e o ex-presidente Morales. 

    "Foi determinado que não há nenhuma justificativa [para anular o MAS] e, inclusive, foi determinado que não havia razão para apresentar a demanda", acrescentou. 

    Após o resultado, apoiadores do partido reunidos em frente à Corte fizeram uma marcha pelo centro da capital boliviana. O candidato da sigla, Luis Arce, está em primeiro nas pesquisas de intenções de voto. 

    Candidato do MAS teria cometido fraude eleitoral

    O recurso pedindo a inabilitação do MAS, baseado em um supostas fraudes eleitorais cometidas por Arce, foi feito pela senadora Carmen Eva Gonzales. A demanda solicitava que o Tribunal Eleitoral julgasse a questão. 

    O crime teria sido a apresentação de uma pesquisa por Arce, o que é proibido para os candidatos. Em sua defesa, o MAS justificou que o político não divulgou a enquete, apenas respondeu a uma pergunta jornalística sobre ela. 

    A Sala Constitucional ordenou que, antes de anular uma legenda, o Tribunal Eleitoral deve esperar sentença do TCP sobre possível inconstitucionalidade da lei que desabilita o partido cujo candidato divulgar pesquisas durante a campanha. A decisão do TCP, no entanto, só deve sair a partir de novembro. 

    Mesmo tendo vencido essa batalha jurídica, o MAS perdeu a ação em que tentou evitar a inabilitação da candidatura de Evo Morales para o Senado. No mês passado, a presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, retirou sua candidatura.

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    Tags:
    Evo Morales, justiça, eleições, MAS, Bolívia
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