Na ONU, Cuba condena sanções dos EUA contra a Rússia e critica 'interferência' na Bielorrússia

© AP Photo / Richard DrewEm Nova York, o então presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, discursa durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 26 de setembro de 2018.
Em Nova York, o então presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, discursa durante a 73ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 26 de setembro de 2018. - Sputnik Brasil
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Nesta terça-feira (22), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia durante seu discurso na 75ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Díaz-Canel lamentou a pandemia da COVID-19 e criticou a expansão da OTAN na direção das fronteiras russas. O discurso foi transmitido por vídeo-conferência devido à pandemia do novo coronavírus.

"Reafirmamos nossa rejeição à intenção de expandir a presença da OTAN nas fronteiras russas e à imposição de sanções unilaterais e injustas contra a Rússia", disse Díaz-Canel.

Durante o discurso, cuja íntegra foi disponibilizada no site da ONU, o presidente cubano criticou duramente a postura internacional do governo dos EUA.

"Estamos nos referindo a um regime marcadamente agressivo e moralmente corrupto, que despreza e ataca o multilateralismo, usa chantagens financeiras em suas relações com as agências do sistema da ONU e que, em uma demonstração de arrogância sem precedentes, deixou a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNESCO e o Conselho de Direitos Humanos", afirmou.
© AP Photo / Matilde CampodonicoDiretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu
Na ONU, Cuba condena sanções dos EUA contra a Rússia e critica 'interferência' na Bielorrússia - Sputnik Brasil
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu

Díaz-Canel lamentou a tragédia da pandemia da COVID-19 e afirmou que a situação deflagrada pela COVID-19 revela "o desastre ao qual o mundo foi conduzido pelo sistema irracional e insustentável de produção e consumo do capitalismo". O presidente também criticou a "ordem internacional injusta" em meio à implementação de um "neoliberalismo implacável e galopante, que ampliou as desigualdades e sacrificou o direito dos povos ao desenvolvimento".

O presidente cubano também afirmou a oposição de Havana à interferência nos assuntos internos da Bielorrússia, que vive uma crise política desde o anúncio, no início de setembro, da reeleição do atual presidente, Aleksandr Lukashenko, para o sexto mandato consecutivo.

"Rejeitamos a interferência estrangeira nos assuntos internos da república da Bielorrússia e reiteramos nossa solidariedade com o presidente legítimo daquele país", acrescentou o presidente cubano.

Díaz-Canel também estendeu solidariedade ao Irã diante da escalada de tensões com os EUA, condenou as sanções unilaterais contra a Coreia do Norte e também a interferência nos assuntos internos da China.

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