08:44 30 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    4381
    Nos siga no

    Nesta terça-feira (22), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia durante seu discurso na 75ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Díaz-Canel lamentou a pandemia da COVID-19 e criticou a expansão da OTAN na direção das fronteiras russas. O discurso foi transmitido por vídeo-conferência devido à pandemia do novo coronavírus.

    "Reafirmamos nossa rejeição à intenção de expandir a presença da OTAN nas fronteiras russas e à imposição de sanções unilaterais e injustas contra a Rússia", disse Díaz-Canel.

    Durante o discurso, cuja íntegra foi disponibilizada no site da ONU, o presidente cubano criticou duramente a postura internacional do governo dos EUA.

    "Estamos nos referindo a um regime marcadamente agressivo e moralmente corrupto, que despreza e ataca o multilateralismo, usa chantagens financeiras em suas relações com as agências do sistema da ONU e que, em uma demonstração de arrogância sem precedentes, deixou a Organização Mundial da Saúde (OMS), a UNESCO e o Conselho de Direitos Humanos", afirmou.
    Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu
    © AP Photo / Matilde Campodonico
    Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu

    Díaz-Canel lamentou a tragédia da pandemia da COVID-19 e afirmou que a situação deflagrada pela COVID-19 revela "o desastre ao qual o mundo foi conduzido pelo sistema irracional e insustentável de produção e consumo do capitalismo". O presidente também criticou a "ordem internacional injusta" em meio à implementação de um "neoliberalismo implacável e galopante, que ampliou as desigualdades e sacrificou o direito dos povos ao desenvolvimento".

    O presidente cubano também afirmou a oposição de Havana à interferência nos assuntos internos da Bielorrússia, que vive uma crise política desde o anúncio, no início de setembro, da reeleição do atual presidente, Aleksandr Lukashenko, para o sexto mandato consecutivo.

    "Rejeitamos a interferência estrangeira nos assuntos internos da república da Bielorrússia e reiteramos nossa solidariedade com o presidente legítimo daquele país", acrescentou o presidente cubano.

    Díaz-Canel também estendeu solidariedade ao Irã diante da escalada de tensões com os EUA, condenou as sanções unilaterais contra a Coreia do Norte e também a interferência nos assuntos internos da China.

    Mais:

    Ex-líderes de países da OTAN pedem apoio à proibição de armas nucleares em meio ao fim do Novo START
    Rússia exige proposta 'razoável' dos EUA para acordo do Tratado Novo START, diz vice-chanceler
    União faz a força: militares da Rússia participam de exercícios Fraternidade Eslava na Bielorrússia
    Tags:
    ONU, Cuba, Rússia, Bielorrússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar