21:49 19 Outubro 2020
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    Investigações realizadas por grupos ambientais no México avisam para o incumprimento das normas ambientais, mostrando preocupação pela tendência de deterioração.

    Na costa da Baixa Califórnia, México, morreram 351 tartarugas-marinhas-comuns no primeiro semestre em 2020, relata o Centro Mexicano de Direito Ambiental (CEMDA, na sigla em espanhol) citando a Procuradoria Federal de Proteção Ambiental (PROFEPA, na sigla em espanhol), muito acima das 90 permitidas durante um ano inteiro.

    Tartarugas mortas na costa da Baixa Califórnia, México
    Tartarugas mortas na costa da Baixa Califórnia, México

    Segundo a Procuradoria Federal de Proteção Ambiental, a violação, que impediria a pesca comercial de continuar usando redes de emalhar, cordas ou palangres durante o resto do ano, aconteceu em San Lázaro da Baixa Califórnia do Sul, que faz parte da península da Baixa Califórnia, noroeste do México.

    A área registrou a morte de 459 tartarugas-marinhas-comuns, bem como de 97 tartarugas negras, em 2018. Além disso, em 2019 morreram 331 tartarugas-marinhas-comuns, dez golfinhos, 15 leões-marinhos, 131 tartarugas-marinhas-negras, 18 tartarugas-de-oliva, e seis baleias.

    "Estamos preocupados por a mortalidade das tartarugas-marinhas-comuns no golfo de Ulloa estar piorando, e por as autoridades ambientais continuarem a não aplicar os regulamentos aplicáveis", alerta a Plataforma Nacional de Transparência no comunicado.

    Outra coisa grave, de acordo com a organização, é a descoberta de 137 leões-marinhos mortos na semana passada, que "é uma prova da grave situação que as espécies marinhas enfrentam nesta área", alerta.

    Tartaruga morta na costa da Baixa Califórnia, México
    Tartaruga morta na costa da Baixa Califórnia, México

    Dada a situação, o CEMDA e o Centro de Diversidade Biológica pediram à Comissão Nacional de Aquicultura e Pesca do México (CONAPESCA, na sigla em espanhol) que cumpra as disposições de pesca estabelecidas. As organizações também pedem à PROFEPA que seja transparente durante a investigação sobre a morte das tartarugas-marinhas.

    "De acordo com as regras existentes, a CONAPESCA deveria ter um programa de assistentes técnicos a bordo ou observadores científicos na pesca, que coletariam informações mais exatas sobre as mortes", recomenda o CEMDA.

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    Tags:
    leão marinho, tartaruga, Baja Califórnia, México
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