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    O candidato Luis Arce, do partido Movimento ao Socialismo (MAS), o mesmo de Evo Morales, lidera as pesquisas eleitorais a poucas semanas da eleição presidencial na Bolívia, segundo mostrou uma pesquisa de opinião nacional divulgada na quarta-feira (16).

    O ex-ministro da Economia, Luis Arce, tem 29,2% das intenções de voto, bem à frente de seu rival mais próximo, o ex-presidente Carlos Mesa, que obteve 19% de votos na pesquisa publicada pela Fundação Jubileo com uma rede de universidades.

    Mulher participa de ato a favor do partido de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), em El Alto, Bolívia, 9 de setembro de 2020
    © REUTERS / David Mercado
    Mulher participa de ato a favor do partido de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), em El Alto, Bolívia, 9 de setembro de 2020

    Arce foi escolhido pelo ex-presidente Evo Morales para liderar o desafio do MAS de reconquistar a Presidência nas eleições de 18 de outubro - que já foi adiada duas vezes.

    As eleições acontecerão cerca de um ano depois da vitória eleitoral em primeiro turno de Morales para um terceiro termo, o que gerou protestos da oposição, acusações de fraude eleitoral e um ultimato dos militares no país contra o governo. O líder indígena, que estava à frente do país sul-americano desde 2006, renunciou e foi forçado a fugir para o México, em meio a ameaças.

    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, usando máscara em meio à pandemia do novo coronavírus, participa de um evento do Dia da Independência em La Paz, Bolívia, 6 de agosto de 2020
    © AP Photo / Juan Karita
    Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, participa de evento usando máscara em meio à pandemia do novo coronavírus

    A presidente interina Jeanine Áñez - uma ex-senadora conservadora que assumiu após a renúncia de Morales - está em quarto lugar nas pesquisas, com apenas 7%. Já a liderança regional de direita, Luis Fernando Camacho, um dos rostos mais importantes dos protestos pela derrocada de Morales, está em terceiro lugar, com 10,4%.

    A organização internacional Human Rights Watch acusa o governo de Áñez de usar o sistema de Justiça do país para perseguir aliados de Morales, o que a ex-senadora nega.

    Evo Morales, que vive atualmente exilado na vizinha Argentina, recorreu ao tribunal constitucional de La Paz para anular uma decisão recente da comissão eleitoral da Bolívia, que o proibiu de concorrer nas eleições ao Senado.

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    Tags:
    Bolívia, MAS, Evo Morales
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