05:39 23 Outubro 2020
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    A empresa chinesa, detentora do aplicativo de vídeos, assim como a Huawei, está na mira da administração Trump, que quer que uma empresa norte-americana compre suas operações, e até mesmo não exclui proibição do TikTok em território nacional.

    A empresa multinacional chinesa ByteDance recuou na venda das operações norte-americanas do TikTok à Microsoft, revelou a empresa norte-americana em um blog no domingo (13).

    "ByteDance nos informou hoje [13] que não venderia as operações norte-americanas do TikTok para a Microsoft. Estamos confiantes de que nossa proposta teria sido boa para os usuários do TikTok, protegendo ao mesmo tempo os interesses da segurança nacional."

    "Teríamos feito mudanças significativas para garantir que o serviço atendesse aos mais altos padrões de segurança, privacidade, segurança on-line e combate à desinformação, e deixamos estes princípios claros em nossa declaração de agosto", continuou.

    A Microsoft também observou que está ansiosa para ver como o serviço "evoluirá" no que sugeriu serem "áreas importantes".

    A decisão da ByteDance de rejeitar a proposta da Microsoft fez da Oracle a principal candidata para compra das operações norte-americanas do TikTok. A agência Reuters disse que a ByteDance escolheu a Oracle como a licitante vencedora, citando uma fonte anônima.

    Mais tarde, segundo outra fonte anônima citada pela mesma agência, a emissora estatal chinesa anglófila CGTN negou a venda também à Oracle, um anúncio que a ByteDance decidiu não comentar.

    A Oracle é uma empresa multinacional norte-americana de software que licencia principalmente seu software de base de dados, juntamente com sistemas de engenharia em nuvem. A empresa é particularmente conhecida por produzir a linguagem de programação Java.

    EUA vs. TikTok

    A plataforma de vídeos acabou na mira de Donald Trump, que anunciou no final de agosto sua intenção de proibir o TikTok nos Estados Unidos devido à "ameaça à segurança nacional", alegando que o aplicativo é uma ferramenta de vigilância controlada por Pequim e poderia ser usado para "interferir" nas eleições presidenciais de 2020 nos EUA.

    No mês passado, Trump assinou duas ordens executivas contra TikTok e ByteDance. A primeira ordem executiva, que entra em vigor em 20 de setembro, bane as empresas norte-americanas de realizarem qualquer transação com TikTok e ByteDance. A segunda requeria que a ByteDance vendesse as operações norte-americanas do TikTok até 12 de novembro.

    Em resposta, o TikTok processou a administração Trump, argumentando que bloquear o aplicativo significaria "eliminar a criação de 10 mil empregos americanos e prejudicar irremediavelmente os milhões de americanos que recorrem a este aplicativo para entretenimento, conexão e meios de subsistência legítimos, que são vitais especialmente durante a pandemia".

    Pequim também criticou a "venda forçada" do TikTok a uma empresa americana, alegando que a China preferiria ver o aplicativo fechado nos EUA.

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    Tags:
    CGTN, Donald Trump, China, EUA, Reuters, Microsoft
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