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    Após ser abordado sobre o caso, o presidente norte-americano afirmou que iria analisar a situação e que, se obtiver dados que confirmem as alegações, ficaria "muito zangado" com a Rússia.

    Os EUA vão examinar a situação em torno de Aleksei Navalny, anunciou Donald Trump na sexta-feira (4) em uma coletiva de imprensa.

    "Bem, acho que devemos olhar para isso de forma muito séria, se for esse o caso, e eu acho que vamos", disse ele, respondendo a uma pergunta sobre o "envenenamento" de Navalny.

    O presidente norte-americano observou que ele não viu provas de que a Rússia possa ter algo a ver com o suposto envenenamento da Navalny. Ao mesmo tempo, Trump disse que se a Rússia estivesse envolvida no caso, ele ficaria "muito zangado".

    "Ninguém tem sido mais duro com a Rússia do que eu", disse o presidente, respondendo à pergunta sobre o que Washington deveria fazer sobre o caso de Navalny. "O presidente Putin lhe diria isso agora."

    O líder do país norte-americano também disse que confiava nas conclusões das autoridades alemãs em relação ao blogueiro, mas enfatizou que os EUA ainda não tinham visto esses dados. Donald Trump acrescentou que não se oporia às medidas que Berlim planeja tomar em relação à Rússia a este respeito.

    Anteriormente, autoridades alemãs declararam que o opositor russo foi alegadamente envenenado com uma substância do grupo de agentes tóxicos Novichok. O chefe da diplomacia europeia Josep Borrel não descartou a imposição de sanções a este respeito.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia considerou de suspeita a rapidez com que os EUA e a União Europeia adotaram essa teoria. Diplomatas russos admitiram que a declaração sobre o envenenamento se destina a justificar "medidas de retaliação" já preparadas.

    O cientista Leonid Rink, que participou do desenvolvimento do Novichok, disse que os sintomas de Aleksei Navalny são completamente diferentes daqueles que ocorrem quando alguém se envenena com esta toxina.

    Internação de Navalny

    Em 20 de agosto, Aleksei Navalny, opositor russo, passou mal durante um voo da cidade russa de Tomsk (Sibéria) para Moscou, obrigando os pilotos a fazer um pouso de emergência em Omsk, onde foi internado na UTI do Hospital de Emergência Nº 1 de Omsk após ter entrado em coma. Ainda no mesmo dia, o Ministério Público e a Polícia da Rússia iniciaram investigações sobre o caso.

    Os médicos da cidade diagnosticaram um distúrbio metabólico que causou uma queda acentuada de açúcar no sangue. A causa disso ainda não está clara, mas, segundo a equipe médica, não havia veneno no sangue e na urina do opositor.

    Em 22 de agosto, Navalny foi transportado por via aérea para a Alemanha.

    Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse que a Rússia está interessada em esclarecer a situação, mas precisa de informações da Alemanha. Ele também comunicou que as investigações sobre o caso continuam de fato e que, se a presença da substância tóxica for confirmada, será aberto um processo criminal de jure.

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    Tags:
    Dmitry Peskov, União Europeia, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Ministério das Relações Exteriores, Novichok, Josep Borrell, Alemanha, Aleksei Navalny, EUA, Rússia, Vladimir Putin, Donald Trump
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