16:07 20 Setembro 2020
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    Mundo e COVID-19 no final de agosto (52)
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    O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) disse nesta segunda-feira (31) que está tomando medidas adicionais para conter as importações de aço do Brasil e do México em meio às difíceis condições do mercado interno causadas pela pandemia da COVID-19.

    O USTR informou que estava reduzindo a cota restante do Brasil em 2020 para importações de aço semiacabado nos EUA para 60 mil toneladas métricas de 350 mil toneladas "à luz da recente deterioração nas condições de mercado provocada pela pandemia da COVID-19 que afetou os produtores domésticos de aço".

    O Brasil concordou com as cotas em 2018 em troca de uma isenção das tarifas de segurança nacional da Seção 232 de 25% do presidente estadunidense Donald Trump sobre as importações de aço.

    O USTR destacou ainda que manterá as cotas existentes para outros produtos de aço e consultará o Brasil sobre a cota do país para 2021 para aço semiacabado em dezembro, "quando esperamos que as condições de mercado tenham melhorado".

    O México também concordou em consultas com o USTR para estabelecer um regime de monitoramento estrito para lidar com aumentos nas exportações de tubos de aço, tubos de aço mecânico e aço semiacabado para os Estados Unidos. O USTR não deu detalhes sobre como o regime de monitoramento funcionará, mas disse que o acordo manterá em vigor a isenção do México das taxas de aço da Seção 232.

    Produção da folha de aço (foto referencial)
    © CC0 / Pixabay
    Produção da folha de aço (foto referencial)

    Os futuros de aço laminado a quente do meio-oeste dos EUA para entrega em setembro estavam sendo negociados a US$ 518 (R$ 2.833) a tonelada nesta segunda-feira (31), depois de atingir a menor baixa em quatro anos de US$ 447 (R$ 2.445) a tonelada na semana passada. Os preços futuros do aço chegaram a US$ 942 (R$ 5.153) a tonelada em maio de 2018, poucas semanas depois que Trump impôs pela primeira vez as tarifas da Seção 232 sobre as importações de aço.

    Kevin Dempsey, presidente interino do Instituto Americano de Ferro e Aço, declarou que as siderúrgicas apreciaram as ações para conter as importações em meio a uma queda acentuada na demanda.

    "Até agora, em 2020, a produção de aço bruto caiu 20% em comparação com o mesmo período do ano passado e a utilização da capacidade de produção de aço foi em média de apenas 66% este ano, em comparação com quase 81% durante o mesmo período do ano passado", pontuou Dempsey em um comunicado.

    "Essas condições difíceis tornam o setor ainda mais vulnerável a picos de importação", acrescentou.

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    Tags:
    aço, comércio, economia, protecionismo, exportações, importações, USTR, novo coronavírus, COVID-19, México, Brasil, Estados Unidos
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