06:34 28 Setembro 2020
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    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse neste domingo (30) que impulsionará o "diálogo nacional" e pediu "apoio do país" para promover a paz. 

    Segundo a emissora estatal Venezolana de Televisión, o presidente está preparando, junto a sua equipe de trabalho, um decreto presidencial para iniciar um processo de reconciliação e reencontro nacional entre todos os setores do país.

    "É um processo de reconciliações, reencontro, participação e diálogo profundo. São decisões sobre as quais assumo plena responsabilidade, pela necessidade de buscar novas páginas na história política do país", disse o mandatário.

    O chefe de Estado anunciou que nos próximos dias tomará decisões importantes para atingir esse objetivo. 

    "Essa semana será muito movimentada para dinamizar o diálogo, a paz. Peço o apoio do país para as decisões importantes que vamos tomar para o diálogo nacional", afirmou Maduro. 

    Vítima 'de toda a barbárie'

    O presidente disse ainda que, como "homem de paz e diálogo", concorda com todas as medidas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para ampliar garantias e aumentar a confiança para as eleições de 6 de dezembro. 

    Além disso, Maduro disse que foi vítima "de toda barbárie que se pode fazer contra um ser humano", mas não rendeu. 

    "Tive que enfrentar um atentado e uma guerra inclemente, mas não guardo rancor. Acredito que o caminho é o diálogo e a participação", acrescentou. 

    Visita norueguesa

    Em 2019, a Venezuela iniciou um processo de diálogo nacional com a mediação da Noruega, que depois fracassou e foi interrompido em outubro, após os Estados Unidos imporem novas sanções contra Caracas.

    Não se sabe até agora se um movimento parecido está em marcha novamente, mas em 24 de julho uma delegação norueguesa esteve na Venezuela e se reuniu com funcionários do governo e representantes da oposição. 

    Pouco mais de um mês após a visita, em 28 de agosto, o deputado opositor Juan Requesens recebeu o benefício de prisão domiciliar, após permanecer detido desde agosto de 2018, acusado de participação no atentado contra Maduro.

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    Tags:
    Noruega, atentado, oposição, chavismo, eleições, Nicolás Maduro, crise, paz, diálogo, governo, Venezuela
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