05:13 31 Outubro 2020
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    Mundo e COVID-19 no final de agosto (52)
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    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aprovou nesta sexta-feira (21) recursos para financiar projetos científicos alternativos no combate à pandemia da COVID-19, como a terapia com ozônio.

    "A ozonioterapia é uma ótima ferramenta para esterilizar espaços e devemos [...] apoiar com investimentos a fabricação de todos os equipamentos que nos permitem instalar", declarou o presidente venezuelano.

    Do Palácio de Miraflores, sede do governo, o chefe de Estado referiu que a prioridade são os centros clínicos e hospitalares do país.

    "A ozonioterapia é realmente uma solução, sem dúvida", comemorou Maduro.

    O empresário argentino Alejandro José Camolina apresentou ao Conselho Científico e ao presidente venezuelano o desenvolvimento do equipamento que utiliza ozônio para a desinfecção de espaços hospitalares. Ele indicou que se trata de um aparelho "com durabilidade de aproximadamente 50, 100 mil horas de uso, que pode durar de 10 a 20 anos em operação".

    O dispositivo reduziria o número de profissionais de saúde infectados, pois pode eliminar o novo coronavírus de todos os ambientes, como salas, centro cirúrgico, ambulâncias, entre outros. Camolina esclareceu que a desinfecção pode ser feita em estabelecimentos comerciais, a fim de aumentar a economia e até reduzir a carga viral.

    A ozonioterapia virou notícia recentemente no Brasil, quando o prefeito de Itajaí (SC) Volnei Morastoni declarou que a rede de saúde municipal iria oferecer esse tratamento contra a COVID-19 – com aplicação retal –, embora não exista qualquer comprovação científica da sua eficácia.

    Uso de plasma

    Outra alternativa terapêutica, utilizada pela Venezuela, é a doação de plasma para a recuperação de pacientes com sintomas moderados ou graves.

    Funcionário de enfermagem boliviano mostra uma bolsa de plasma em um banco de sangue em La Paz
    © AP Photo / Juan Karita
    Funcionário de enfermagem boliviano mostra uma bolsa de plasma em um banco de sangue em La Paz

    No país sul-americano, a terapia consiste em pacientes que derrotaram a COVID-19 doarem seu plasma, porque geraram anticorpos. O protocolo para o uso de plasma convalescente foi elaborado pelo Banco Municipal de Sangue de Caracas e pelo complexo estatal de tecnologia farmacêutica Quimbiotec.

    A Venezuela também estima produzir soro hiperimune de origem equina para tratar pacientes com o novo coronavírus. A ministra da Ciência e Tecnologia, Gabriela Jiménez, lembrou que os cientistas venezuelanos têm experiência na produção de soro antiveneno e antiescorpionário para pacientes após a picada.

    Há 20 dias, comentou a ministra, o teste foi realizado em três cavalos puro-sangue, foi realizado o processo de caracterização da resposta imunológica e no dia 23 de setembro são esperados cerca de 30 litros de plasma equino.

    Ela explicou que serão produzidas cerca de 500 ampolas, que serão levadas a um estudo de fase três no Hospital Universitário de Caracas com pessoas positivas para COVID-19, "para determinar a eficácia terapêutica desses anticorpos equinos em pacientes venezuelanos e a dose adequada para terapia".

    O projeto, segundo ela, vai permitir ao país avançar na ampliação dos tratamentos para os afetados pelo vírus. Atualmente, a Venezuela registra um total de 621 casos infectados, seis mortes e 27.300 pacientes recuperados.

    Tema:
    Mundo e COVID-19 no final de agosto (52)

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    Tags:
    Itajaí, pandemia, ciência, novo coronavírus, COVID-19, saúde, ozônio, Nicolás Maduro, Brasil, Venezuela
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