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    Coronavírus no mundo em meados de agosto (58)
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    Gerente-geral do Instituto Latino-Americano de Biotecnologia Mechnikov na Nicarágua comenta seu interesse em produzir a vacina russa Sputnik V.

    Nicarágua e Brasil foram os países latino-americanos que se ofereceram para fabricar a vacina russa Sputnik V, registrada em 11 de agosto pelo Ministério da Saúde da Rússia.

    Na Nicarágua a vacina seria produzida pelo Instituto Mechnikov, uma plataforma binacional russa e nicaraguense especializada na fabricação de vacinas. Criada em 2016, se trata da única empresa de biotecnologia na América Central e leva o nome do microbiólogo russo Ilia Mechnikov, Nobel de Fisiologia e Medicina em 1908.

    Produção de vacinas no Instituto Latino-Americano de Biotecnologia Mechnikov em Nicarágua
    © Sputnik / Denis Bolotsky
    Produção de vacinas no Instituto Latino-Americano de Biotecnologia Mechnikov em Nicarágua
    "Nós como Instituto Mechnikov, através de nosso acionista e principal sócio tecnológico, o Instituto de Pesquisa Científica de Vacinas de São Petersburgo, estamos buscando a possibilidade de produzir uma ou várias vacinas contra o coronavírus aqui na República da Nicarágua para todos os países da América Latina e Caribe", disse o gerente-geral Stanislav Uiba em entrevista à Sputnik Mundo.

    O instituto foi criado como local de fabricação das últimas etapas das vacinas contra influenza. Quanto às vacinas contra a COVID-19, Uiba explicou que em um contexto de pandemia, além da segurança e eficácia, é importante contar com uma tecnologia que permita uma produção rápida e massiva.

    Quando a vacina começará a ser produzida na Nicarágua?

    Ainda não se definiu uma data, visto que o registro da vacina é muito recente e cada processo de fabricação é complexo e requer "transferência de tecnologia". Contudo, Uiba assegurou que o Instituto Mechnikov tem capacidade técnica para produzi-la.

    "Esperamos iniciar a produção no final de 2020. Neste momento ainda não sabemos muito sobre este vírus nem sobre qual o efeito imune que as vacinas vão provocar em nossos corpos ou quanto vai durar essa imunidade, ainda que se acredite que são dois anos. A duração da produção vai depender da rapidez dos estudos da fase quatro", explicou o especialista.

    "Nas primeiras semanas de aplicação de qualquer nova vacina é importante que os pacientes sejam supervisados uma hora depois de aplicada e em diversos períodos: sete dias, 21 dias e por último 60 dias. Este processo é complicado, requer tempo e muita atenção da equipe médica", agregou Uiba.

    O gerente-geral do instituto concluiu que o acompanhamento da resposta imunológica das pessoas que recebam a vacina é essencial para compreender sua eficácia e efeitos adversos.

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    Coronavírus no mundo em meados de agosto (58)

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    Tags:
    ciência, Rússia, vacina, América Latina, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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