04:05 04 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    4462
    Nos siga no

    Pequim condena a entrada das forças de segurança dos Estados Unidos no território do Consulado-Geral chinês em Houston, Texas, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

    O jornal Houston Chronicle informou neste sábado (25) que um grupo de policiais norte-americanos entrou no consulado chinês em Houston, que encerrou suas funções a pedido do governo dos EUA, 40 minutos após a saída dos diplomatas chineses.

    "O edifício do Consulado-Geral da China em Houston é um território do consulado diplomático, bem como uma propriedade estatal da China. No âmbito da Convenção de Viena sobre Relações Consulares e um acordo consular entre a China e os EUA, o lado americano não deve entrar sob nenhuma circunstância no território do consulado", disse Wang.

    Segundo o diplomata, "a China expressou forte insatisfação e protestos vigorosos contra uma entrada forçada do lado americano no território do consulado".

    "A China, portanto, adotará as medidas necessárias e legais de resposta", afirmou o oficial.

    Os EUA solicitaram o fechamento do consulado chinês em Houston até o final de semana, acusando os diplomatas chineses de ter se envolvido em operações maciças de espionagem.

    A China negou as acusações e criticou os EUA por violações do direito internacional.

    Pequim também afirma que os EUA incitaram o ódio contra os cidadãos chineses, provocando assim ameaças à embaixada em Washington.

    Em retaliação, Pequim exigiu o fechamento do Consulado-Geral dos EUA na cidade chinesa de Chengdu.

    Mais:

    FBI caça 'espiões militares chineses' nos EUA e Pompeo pede cruzada global contra China
    Austrália envia unidades militares a base aérea dos EUA para manobras em meio a tensões com China
    Mercosul não deve escolher lado entre EUA e China, afirma analista
    Tags:
    direito internacional, relações bilaterais, EUA, China, consulado
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar