16:48 26 Outubro 2020
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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre frutos do mar importados da China para os EUA caso Pequim não cumpra os compromissos do acordo comercial Fase Um.

    A ameaça presidencial foi divulgada na quarta-feira (24) em um memorando pela Casa Branca direcionado aos secretários de Agricultura e Comércio e ao Representante Comercial dos EUA.

    "No caso em que o Representante Comercial determine que a China não está cumprindo seus compromissos de compra nos termos do acordo Fase Um com relação a frutos do mar, o Representante Comercial deverá considerar, na extensão permitida por lei, tomar todas as medidas apropriadas para impor tarifas retaliatórias recíprocas sobre exportações de frutos do mar da China", disse Trump através do memorando.

    O documento acrescenta que, a partir de 15 de agosto deste ano, o Representante Comercial dos EUA enviará um relatório mensal ao presidente dos EUA detalhando se a China fez progressos no cumprimento de seus compromissos de compra sob o acordo Fase Um na área de compras de frutos do mar dos EUA.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, após coletiva de imprensa em Pequim, 9 de novembro de 2017
    © AP Photo / Andy Wong
    Presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, após coletiva de imprensa em Pequim, 9 de novembro de 2017

    O Representante Comercial dos EUA também reportará mensalmente o valor das exportações do estado de Maine e de outras exportações de lagosta dos EUA para a China. O documento aponta a exportação de lagostas como a "joia da coroa" do setor de exportações de frutos do mar dos EUA e que o estado de Maine é responsável por 80% dessas exportações.

    Em meados de janeiro deste ano, os EUA e a China firmaram o acordo comercial Fase Um. Pequim concordou em aumentar as compras de bens e serviços dos EUA em US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão)  nos próximos dois anos. Por sua vez, os norte-americanos concordaram em cortar algumas tarifas sobre as importações chinesas, mantendo as taxas em um patamar de US$ 360 bilhões (cerca de R$ 1,9 trilhão).

    Em Stonington, no estado de Maine, EUA, lagostas são vistas em uma caixa depois de serem trazidas por um comerciante, em 5 de julho de 2017.
    © REUTERS / Shannon Stapleton
    Em Stonington, no estado de Maine, EUA, lagostas são vistas em uma caixa depois de serem trazidas por um comerciante, em 5 de julho de 2017.

    O acordo comercial, porém, foi retardado pela pandemia do novo coronavírus, que desestabilizou a economia mundial. Desde então, o acordo teve sua implementação limitada devido aos desafios econômicos e tensões diplomáticas causadas pelas acusações de Trump contra Pequim, responsabilizando a China pelo surgimento do vírus.

    Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que o principal diplomata da China se comprometeu a cumprir as obrigações de Pequim sob o acordo comercial.

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    Tags:
    COVID-19, Casa Branca, Donald Trump, EUA, Estados Unidos, China
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