07:20 26 Outubro 2020
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    O último petroleiro do Irã com gasolina chegou ao país sul-americano em 1º de junho, completando o acordo assinado entre os dois países para aliviar o déficit de combustível de Caracas.

    Os navios Fortune, Forest, Petunia e Faxon têm chegado à Venezuela desde 23 de maio, faltando o Clavel, o último dos cinco navios anunciados pelo governo que chegariam à nação sul-americana como parte de um acordo de cooperação com o Irã para enfrentar a escassez de gasolina.

    A Marinha das FANB [Forças Armadas Nacionais Bolivarianas] está escoltando o 5º navio-tanque CLAVEL proveniente da República Islâmica do Irã, carregado de combustível.

    O último petroleiro iraniano carregando gasolina para a Venezuela era previsto chegar até segunda-feira (1º).

    FOTOS: Petroleiro iraniano Clavel entra em águas territoriais venezuelanas

    Após a chegada do combustível, o presidente Nicolás Maduro anunciou no sábado (30) que a partir da segunda-feira (1º) começa uma nova era de distribuição de hidrocarbonetos no país, que inclui o aumento do preço da gasolina subsidiada para 5.000 bolívares venezuelanos (R$ 0,136) e US$ 0,50 (R$ 2,683) a preços internacionais.

    Quando são 3h23 já estamos em águas venezuelanas com o 5º e último navio iraniano, o CLAVEL, que está sendo escoltado desde o oceano Atlântico pela Marinha das FANB [Forças Armadas Nacionais Bolivarianas]. Estas são as primeiras imagens do petroleiro que transporta combustível

    Da mesma forma, o vice-presidente venezuelano para a área econômica, Tareck El Aissami, disse que a partir da segunda-feira (1º) estarão abertos 1.368 postos de carregamento em todo o país para que os cidadãos possam abastecer seus carros em qualquer modalidade.

    Enquanto isso, o transporte público e de carga será 100% subsidiado, para não afetar o preço das viagens.

    Com este aumento, os venezuelanos vão pagar cerca de dois dólares por 80 litros de gasolina.

    Na Venezuela, um litro de combustível de 95 octanas custava 0,00006 bolívares e um de combustível de 91 octanas custava 0,00001 bolívares em um país onde o dólar é negociado nas ruas a 195.000 bolívares (R$ 5,289) por unidade.

    Nos últimos anos, o preço dos combustíveis permaneceu congelado, apesar de entre 2016 e 2019 o Banco Central da Venezuela ter registrado inflação de mais de 53.798.500%.

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    Tags:
    Tareck El Aissami, FANB, Nicolás Maduro, Venezuela, Irã
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