22:02 30 Maio 2020
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    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou uma nova fase de exercícios militares após "atos de violência irracional" perpetrados por um "grupo de mercenários provenientes da Colômbia".

    Segundo anunciou o Ministério da Defesa venezuelano, "nosso Nicolás Maduro ordenou uma nova fase dos exercícios Escudo Bolivariano no território do país, principalmente na costa, para patrulhar os espaços terrestre, marítimo e aéreo na busca de elementos subversivos que possam conspirar contra a paz".

    O canal de televisão estatal VTV relacionou a decisão ao incidente ocorrido em 2 de março, e revelado por Nestor Reverol, ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela.

    Reverol denunciou que as autoridades venezuelanas impediram uma invasão por mar de "mercenários colombianos" no estado de La Guaira, situado no norte da Venezuela.

    Segundo o ministro, os mercenários tentaram invadir o país usando lanchas. Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional Constitucional da Venezuela, Diosdado Cabello, especificou que oito criminosos foram mortos e outros dois foram detidos quando o ataque foi repelido.

    Cabello garantiu que um dos detentos era agente da Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês).

    Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia rejeitou as acusações de envolvimento colombiano na incursão marítima na Venezuela.

    Os primeiros exercícios militares deste ano ocorreram em meados de fevereiro, tendo Maduro garantido que as forças de segurança venezuelanas estavam preparando intensivos exercícios de luta antiterrorista para precaver e lutar contra a ameaça de grupos subversivos vindos da Colômbia e dos Estados Unidos.

    Em 9 de março, Maduro anunciou o início de novos exercícios militares, e alguns dias depois uma terceira fase de implementação de medidas contra pandemia da COVID-19.

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    Tags:
    exercícios militares, Venezuela, Nicolás Maduro
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