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    O presidente argentino Alberto Fernández alertou nesta segunda-feira (27) que o Mercosul "não faz sentido" se seus membros negociarem acordos de livre comércio separadamente.

    A declaração do líder argentino acrescentou mais combustível ao conflito que surgiu no bloco sul-americano depois que a Argentina se retirou na sexta-feira das negociações de acordos comerciais com Canadá, Coreia do Sul, Índia, Singapura e Líbano.

    Na opinião de Fernández, o Mercosul, integrado pela Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, não respeita seu princípio fundador - a negociação conjunta de acordos comerciais - e culpou seu antecessor, Mauricio Macri, e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, ambos de linha conservadora e mais à direita.

    "De repente, nos anos de Macri e Bolsonaro, eles começaram a deixar essa cláusula de lado. E eles começaram a permitir que todos fizessem seu acordo de livre comércio com quem quer que ocorra. Nesse caso, o Mercosul não faz sentido", afirmou Fernández.

    O presidente argentino revelou que ordenou ao ministro das Relações Exteriores do país, Felipe Solá, que propusesse ao resto do bloco regional "um instante de reflexão".

    "Se eles querem jogar o Mercosul ao mar, diga-nos", afirmou.

    Fernández está mais em sintonia com o chamado Grupo Puebla, um eixo progressivo que tem o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, entre seus membros, do que com seus colegas sul-americanos.

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    Tags:
    Andrés Manuel Lopez Obrador, Mercosul, comércio, economia, negociações, Mauricio Macri, Jair Bolsonaro, Alberto Fernández, Paraguai, Uruguai, Argentina, Brasil
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