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    Coronavírus se espalha pelo mundo (101)
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    O aumento das mortes na cidade de Nova York, epicentro da crise sanitária nos EUA, impactou a capacidade de armazenamento de corpos em hospitais e saturou os necrotérios locais.

    A Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA está enviando 250 ambulâncias, cerca de 500 técnicos de emergência médica e paramédicos e 85 caminhões frigoríficos para utilizá-los como necrotérios temporários.

    Assim foram os últimos dias no Centro Hospitalar do Brooklyn, onde funcionários com uniformes protetores levam corpos de vítimas do coronavírus a carros frigoríficos. O hospital afirmou em um comunicado que a "crise sem precedentes demanda medidas extraordinárias" e que é necessário armazenamento extra "para atender ao trágico aumento nos falecimentos, o que aumenta a carga em todo o sistema de saúde: de hospitais a funerárias".

    "As famílias dos doentes não podem realizar os preparos com rapidez e seus entes queridos que faleceram ficam nos hospitais mais tempo que o habitual; portanto, existe a necessidade desta alternativa de espaço", comunicou o hospital.

    A Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) entregou caminhões frigoríficos a diversos hospitais da cidade norte-americana, enquanto a equipe forense colocou em marcha um necrotério improvisado.

    Em alguns hospitais, os caminhões permanecem estacionados nas ruas, ao lado de calçadas e na frente de apartamentos. Veículos e ônibus passam enquanto os cadáveres são carregados.

    A situação é retratada em diversos vídeos difundidos nas redes sociais.

    ​Uma triste cena no Hospital do Brooklyn

    Como medida para auxiliar os hospitais saturados, a Marinha dos EUA enviou o navio-hospital Comfort para atender a pacientes com o novo coronavírus.

    O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, agradeceu a chegada da embarcação e publicou nas redes sociais um chamado aos agentes médicos de todo o país para que trabalhem em Nova York.

    Até o momento, com mais de 180 mil infecções, os EUA são o país com o maior número de casos registrados.

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    hospital, Crise, pandemia, Nova York, EUA, novo coronavírus, COVID-19
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