16:48 29 Março 2020
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    O governo dos EUA acusou nesta quinta-feira o presidente venezuelano Nicolás Maduro e outras autoridades venezuelanas por "narcoterrorismo", em uma nova etapa da mais recente escalada da campanha de pressão do governo de Donald Trump contra o líder socialista.

    O Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levem à prisão e condenação de Maduro, que está no poder desde 2013.

    O procurador-geral da República, William Barr, anunciou as acusações contra Maduro, que já enfrenta sanções dos EUA e foi alvo de um esforço dos EUA com o objetivo de tirá-lo do poder.

    Barr acusou Maduro e seus associados de conspirarem com uma facção dissidente do grupo guerrilheiro colombiano FARC "para inundar os Estados Unidos com cocaína".

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, (à direita), cumprimenta o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, (à esquerda) em Washington, no dia 6 de fevereiro de 2020.
    © AP Photo / Luis M. Alvarez
    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, (à direita), cumprimenta o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, (à esquerda) em Washington, no dia 6 de fevereiro de 2020.

    A acusação, uma ação rara dos EUA contra um chefe de Estado estrangeiro no cargo, marca uma grave escalada contra Maduro por Washington, numa época em que algumas autoridades americanas disseram em particular que Trump está cada vez mais frustrado com os resultados de sua política na Venezuela.

    Os Estados Unidos e dezenas de outros países reconheceram o líder da oposição Juan Guaidó como presidente legítimo do país. Mas Maduro permaneceu no poder, apoiado pelas Forças Armadas do país e pela Rússia, China e Cuba.

    As autoridades norte-americanas acusam Maduro e seus associados há muito tempo ou administram um "narco-Estado", dizendo que usaram recursos do narcotráfico para compensar a perda de receita de um setor petrolífero venezuelano sancionado pelos Estados Unidos.

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    Tags:
    diplomacia, pressão, prisão, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, Donald Trump, terrorismo, tráfico de drogas, narcotráfico, FARC, Colômbia, Estados Unidos, Venezuela
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