22:18 11 Julho 2020
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    O conhecido opositor venezuelano pró-EUA não logrou levar seu reduzido número de apoiadores até a Assembleia Nacional venezuelana, em Caracas, mas afirma que os objetivos "foram realmente cumpridos".

    Juan Guaidó, líder de oposição da Venezuela, discursou na terça-feira (10) em Mercedes, uma área rica no leste da capital de Caracas, considerada um reduto da oposição. No entanto, apesar da quantidade de cadeiras e plataformas preparadas desde manhã, viu sua plateia reduzida a um pequeno número de pessoas.

    O político venezuelano preparou uma marcha até o centro de Caracas, onde estavam os manifestantes chavistas anti-Guaidó e antissanções norte-americanas.

    Apesar do apelo de Guaidó para que fosse evitada violência, houve apoiadores que se envolveram em confrontos com a Polícia Nacional Bolivariana, que manteve separados os dois grupos de manifestantes. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou durante a marcha chavista que o deputado não iria levar seus apoiadores até a sede da Assembleia Nacional, assim "enganando seu povo".

    "Chegará o momento, não foi hoje. Chegará o momento em que, mais organizados, com uma estrutura clara, [poderemos] ir até onde for preciso", comentou o político da oposição, pedindo também maior organização em suas fileiras.

    Houve parte da oposição venezuelana que se reuniu "em sessão parlamentária" na Praça Alfredo Sadel e aprovou uma "ficha de conflito", levando Guaidó a afirmar que os objetivos "foram realmente cumpridos".

    Campanha de eleições

    Ao mesmo tempo, partidos da oposição tradicionais da Venezuela, tais como a Ação Democrática (AD), decidiram participar das eleições legislativas deste ano, um ato saudado por Cabello.

    "Já Ramos Allup [secretário-geral do AD] disse hoje que o AD iria às eleições parlamentares porque é disso que se trata", declarou o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, prevendo que esta decisão causaria "uma nova divisão" na oposição. O apelo do próprio Allup para vencer o governo gerou uma resposta mista nas redes sociais.

    Em relação à facção de Juan Guaidó, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana criticou-a, dizendo que "continua roubando" em vez de querer eleições. Em sua opinião, o papel da mesma será complicado, pois os chavistas procuram obter todos os 167 assentos.

    Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ratificou na terça-feira (10) um Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que "será nomeado por consenso para dar garantias eleitorais", e será influenciado pelo chamado G4 da oposição, composto pelos partidos Justiça Primeiro, Vontade Popular, Ação Democrática e Um Novo Tempo.

    Juan Guaidó se proclamou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019, mas tem sido incapaz de exercer o poder efetivamente. Desde então, tem viajado por países que assumiram sua legitimidade, procurando apoio para remover do poder o presidente venezuelano com o apoio dos EUA.

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    Tags:
    EUA, Ação Democrática, Henry Ramos Allup, Diosdado Cabello, Assembleia Nacional, Venezuela, Nicolás Maduro, Juan Guaidó
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