09:02 21 Outubro 2020
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    Os Estados Unidos retiraram 3.000 soldados da Cold Response, exercícios internacionais de inverno realizados desde 2006, por causa da situação tensa no Oriente Médio.

    Os EUA retiraram 3.000 soldados de participar dos exercícios Cold Response (Resposta Fria), que está marcado para o período entre 2 e 18 de março na Noruega, informou a emissora nacional norueguesa NRK. 

    O porta-voz de imprensa do quartel-general operacional das Forças Armadas, Ivar Moen, se mostrou relutante em revelar de que departamentos dos exercícios bianuais internacionais realizados desde 2006 os EUA estão se retirando, mas disse que a decisão de Washington foi afetada pela situação tensa no Oriente Médio.

    Desde que o general iraniano Qassem Soleimani foi morto em um ataque com drone americano no início deste ano, a situação entre os dois países tem sido tensa.

    Após a saída dos EUA, o número de participantes nos exercícios internacionais de inverno será reduzido para cerca de 16.000, que tem sido o número médio de participação nos exercícios nos últimos anos. Segundo militares noruegueses, a partida dos Estados Unidos não afetará o curso dos exercícios, que prosseguirá como planejado.

    Os exercícios militares

    "Será realizada uma conferência de planejamento na próxima semana. Lá discutiremos que ajustes precisamos fazer como resultado da redução da participação dos norte-americanos", declarou Moen ao jornal militar Forsvarets Forum, destacando que o número de participantes pode tanto aumentar como diminuir. 

    Os exercícios acontecem no norte da Noruega, de Narvik a Finnmark, mas a parte principal será focada no condado de Troms, segundo as Forças Armadas norueguesas.

    Moen descreveu a Noruega como "um líder nos serviços de inverno na OTAN", sublinhando que era importante partilhar e aperfeiçoar as capacidades com os países aliados. As Forças Armadas norueguesas sublinharam que a abertura destes exercícios era importante para criar confiança e evitar mal-entendidos.

    Os exercícios proporcionam aos soldados um treino importante para dominar as operações no frio e na neve. Além das forças norueguesas, participarão soldados do Reino Unido, Holanda, Alemanha, França, Bélgica, Dinamarca, Letônia, Finlândia e Suécia.

    Plano de fundo

    Na noite de 3 de janeiro, os Estados Unidos realizaram um ataque com drone perto do Aeroporto Internacional de Bagdá que matou Qassem Soleimani, um general de alto escalão do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Teerã classificou o ataque como um ato de terror e retaliou alguns dias depois, lançando dezenas de mísseis em bases militares que abrigam tropas norte-americanas no Iraque sem vítimas mortais e descrevendo o ataque como "autodefesa legítima".

    No início desta semana, o jornal The Washington Post noticiou que os EUA ameaçaram impor uma tarifa de 25% sobre os automóveis europeus da Alemanha, França e Reino Unido se recusarem a condenar as ações de Teerã e desencadear um mecanismo de disputa comercial dentro do Plano Conjunto de Ação Global (JCPOA, na sigla em inglês).

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    Tags:
    EUA, OTAN, Noruega
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