04:57 09 Dezembro 2019
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    Apoiadores do ex-presidente boliviano Evo Morales tentando entrar na área do Congresso em La Paz, Bolívia

    Bloqueios de apoiadores de Evo Morales deixam cidades sem alimentos e combustível

    © AP Photo / Natacha Pisarenko
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    Para pressionar o governo interino da Bolívia, bloqueios realizados por apoiadores do ex-presidente Evo Morales nas periferias das principais cidades do país provocam escassez de combustível e alimentos.

    A Bolívia vive uma crise política e social desde as eleições de 20 de outubro e da posterior renúncia de Morales. E mesmo com os diálogos entre o governo interino e a oposição formada pelo partido MAS (Movimento para o Socialismo), os distúrbios e protestos continuam. 

    Nesta segunda-feira (18) os principais mercados de alimentos estavam fechados em La Paz. Além disso, a população teve dificuldades para abastecer seus veículos nos postos de gasolina. A capital é a cidade mais afetada pela escassez dos produtos. O problema também foi registrado em Santa Cruz de la Sierra. 

    Manifestantes pró-Evo Morales vem realizando bloqueios nas principais cidades do país. A violência no país voltou a aumentar há quatro dias, com confrontos entre defensores de Morales e as forças de segurança. 

    O ex-presidente confessou nesta segunda-feira que tem "muito medo" de uma guerra civil e pediu um "diálogo nacional", segundo publicado pela agência EFE. 

    Por outro lado, enquanto a autoproclamada presidente interina, Jeanine Áñez, disse que convocará novas eleições em breve, o governo anunciou a criação de um "instrumento especial" para prender legisladores vinculados ao MAS, partido de Morales, "que cometam atos subversivos e sedição".

    Defensoria registra 23 mortos e 700 feridos

    Até o momento, segundo a Defensoria do Povo, os protestos deixaram 23 mortos e 700 feridos. 

    Na semana passada, nove produtores de coca morreram em confronto com a polícia na província de Chapare, no departamento de Cochabamba, um dos principais redutos de Morales.

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    Tags:
    protestos, América do Sul, política, gasolina, combustível, alimentos, Crise, Evo Morales, Bolívia
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