10:27 27 Janeiro 2020
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    A autoproclamada presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, disse nesta quinta-feira (14) que Evo Morales não poderá participar de nenhuma nova eleição no país. O agora ex-presidente está no México, onde buscou asilo político. 

    A senadora, que era apenas a 5ª na linha sucessória, afirmou que iniciou diálogos com o partido de Morales, o Movimento para o Socialismo (MAS), que tem maioria no Congresso. Ela prometeu antecipar as eleições, mas ressaltou que o líder exilado não poderá concorrer. 

    "Evo Morales não pode disputar um quarto mandato. Esse foi o motivo pelo qual tivemos todos esses distúrbios", disse Áñez, que se autoproclamou presidente na terça-feira (12), segundo citada pela agência AFP. Ela disse que o MAS "tem direito a concorrer" e poderia "procurar candidatos". 

    Senadora criticou governo mexicano por dar palanque a Morales

    A senadora também criticou o governo mexicano por permitir que Morales fizesse pronunciamentos e reunisse apoiadores na Cidade do México. "Temos que informar ao governo mexicano que isso não pode acontecer", disse Áñez, segundo publicado pela agência AP. 

    O governo do México, no entanto, rechaçou a declaração e defendeu os direitos políticos de Morales. "A liberdade de expressão de asilados não deve ser submetida a nenhuma limitação além do que seria aplicada a qualquer cidadão mexicano", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do país.

    Desde que se autoproclamou presidente interina, Áñez vem buscando apoio internacional. O Brasil anunciou que reconhecia ela como líder legítima da Bolívia. Nesta quinta-feira, Moscou também afirmou que a reconhecia no cargo, embora tenha ressaltado que os acontecimentos que levaram a saída de Morales se assemelham a um golpe. 

    O presidente russo, Vladimir Putin, por sua vez, disse em Brasília, onde participou da cúpula dos BRICS, que a Bolívia estava "à beira do caos". Enquanto isso, internamente a situação no país segue polarizada e tensa. 

    Apoiadores de Morales protestam pedindo seu retorno

    Durante o dia, manifestantes se reuniram na cidade de Sacaba, capital da província de Chapare, no departamento de Cochabamba, para pedir o retorno de Morales ao território boliviano. Muitos portavam a bandeira boliviana ou indígena. A região produtora de coca é um reduto de apoiadores do líder indígena. 

    As Forças Armadas impediram que eles chegassem a Cochabamba, onde vem ocorrendo confrontos entre defensores do ex-presidente e seus adversários. Em La Paz, postos de gasolina ficaram desabastecidos devido à bloqueios no cidade de El Alto, cidade que funciona como entreposto de distribuição de combustível e outro reduto de apoiadores de Morales.

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    Rússia, México, Evo Morales, América do Sul, américa latina, Crise, Bolívia
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