14:20 10 Dezembro 2019
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    Opositores do presidente da Bolívia, Evo Morales, reagem à sua renúncia, em La Paz, no dia 10 de novembro de 2019

    Em meio à crise na Bolívia, manifestantes invadem embaixada da Venezuela (VÍDEO)

    © AP Photo / Juan Karita
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    Um grupo de indivíduos encapuzados e armados com dinamite invadiu a embaixada venezuelana na Bolívia. A chefe da missão diplomática gravou áudio denunciando a violência: "Querem nos massacrar". ONU reage à violação.

    O ataque se seguiu à renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales, após ter perdido o apoio das Forças Armadas e da polícia do país. Antes de renunciar, Morales comunicou que residências de familiares de membros do governo foram incendiadas.

    A representante da Venezuela para Bélgica, Luxemburgo e União Europeia, Claudia Salerno Caldera, denunciou em sua conta no tweeter: "um grupo armado com dinamites, com os rostos cobertos, forçou violentamente a entrada da Embaixada da Venezuela em La Paz".

    "'Com dinamites, encapuzados  e portando escudos, tomaram a embaixada da Venezuela na Bolívia. Estamos bem e abrigados, mas querem nos massacrar. Ajude-nos a denunciar essa barbárie', embaixadora da Venezuela na Bolívia, Chris González."

    "Assim atacaram a embaixada da Venezuela na Bolívia durante o golpe de Estado consumado contra o presidente eleito Evo Morales. Tal como no caso dos incêndios de casas de familiares de membros do governo, nem a Polícia, nem as Forças Armadas protegeram [as instalações]."

    Caldera nota que a embaixada não foi protegida pelas Forças Armadas, nem pela polícia boliviana. De acordo com o direito internacional, as missões diplomáticas são invioláveis e é dever do país anfitrião protegê-las.

    Policiais bolivianos empunham a bandeira do país. As forças de segurança são acusadas de não reagir a ataques contra casas de familiares dos membros do governo, inclusive a da irmã de Evo Morales
    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
    Policiais bolivianos empunham a bandeira do país. As forças de segurança são acusadas de não reagir a ataques contra casas de familiares de membros do governo, inclusive contra a irmã de Evo Morales

    O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, instou as autoridades a "garantir a segurança de todos os cidadãos, funcionários governamentais e cidadãos estrangeiros" em território boliviano.

    Dujarric ressaltou a necessidade das "instituições estatais e locais serem respeitadas, assim como a inviolabilidade das missões diplomáticas".

    A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961 garante a imunidade das missões diplomáticas, assim como a de seus agentes e funcionários. As prerrogativas visam garantir a inviolabilidade dos consulados e embaixadas, que devem poder cumprir suas funções sem a interferência do país anfitrião.

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    Tags:
    Organização dos Estados Americanos (OEA), processo eleitoral, eleições, golpe, renúncia, Bolívia, Venezuela
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