11:15 18 Novembro 2019
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    Funcionário da Boeing observa modelo 737 MAX estacionado em fábrida da empresa em Seattle

    'Sabemos que cometemos erros', diz CEO da Boeing em depoimento sobre 737 MAX

    © AP Photo / Ted S. Warren
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    O diretor executivo da Boeing irá reconhecer os erros da empresa nesta terça-feira (29), durante audiência no Congresso norte-americano. O testemunho ocorre exatamente um ano após a queda do voo Lion Air 610, na Indonésia.

    O diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, irá prestar depoimento ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (29). A empresa é responsável por causar prejuízos às companhias aéreas norte-americanas que adquiriram aeronaves 737 MAX, impedidas de voar pela agência reguladora dos EUA.

    "Nós aprendemos e continuamos aprendendo com esses acidentes (...) Nós sabemos que cometemos erros", versa o testemunho, obtido pela agência de notícias Reuters.

    Dennis Muilenburg, que perdeu o cargo de presidente da empresa recentemente, também irá ser ouvido nas comissões de infraestrutura e transporte do Congresso, na quarta-feira (29).

    "Sabemos que podemos e devemos fazer melhor", diz o testemunho, que também expressa condolências às 189 vítimas do voo 690 da Lion Air.

    As falhas da aeronave Boeing 737 MAX também foram responsáveis pelo acidente com o voo 302 da Ethiopian Airlines, que matou 157 pessoas em 10 de março de 2019.

    Modelo Boeing 737 MAX

    A aeronave da Boeing, desenvolvida para ser a sucessora do Boeing 737 Next Generation, apresentou falhas graves de design e funcionamento.

    De acordo com estimativas preliminares da empresa, a aeronave acionava automaticamente uma função do software de controle de voo, o MCAS, após coletar informações incorretas sobre o voo. O acionamento errôneo do software, um sistema de segurança que deveria corrigir a inclinação do avião em caso de perda de altitude, teria levado aos acidentes.

    Parente de vítima do voo Lion Air 610 durante evento que marca um ano da tragédia, em Jacarta, em 29 de Outubro de 2019
    © REUTERS / Willy Kurniawan
    Parente de vítima do voo Lion Air 610 durante evento que marca um ano da tragédia, em Jacarta, em 29 de Outubro de 2019

    A companhia está sob escrutínio por suspeitas de ter ocultado da entidade reguladora mensagens internas de pilotos alertando a empresa para a falha no desempenho do MCAS.

    Aeronave impedida de voar

    Desde março de 2019, a agência reguladora norte-americana suspendeu as operações do 737 MAX nos Estados Unidos. Especialistas acreditam que as aeronaves seguirão paradas pelo menos até dezembro deste ano.

    Visão aérea de aeronaves modelos 737 MAX impossibilitadas de operar, estacionadas em aeroporto nos EUA, em setembro de 2019
    © REUTERS . Lindsey Wasson
    Visão aérea de aeronaves modelos 737 MAX impossibilitadas de operar, estacionadas em aeroporto nos EUA, em setembro de 2019

    Muilenburg reconheceu que o retorno da aeronave já estaria "demorando mais do que originalmente esperávamos".

    Segundo o testemunho do ex-presidente da Boeing, as autoridades reguladoras "devem aprovar o retorno do MAX aos céus somente após realizarem a mais rigorosa das inspeções e estarem completamente satisfeitos com a segurança da aeronave".

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    Tags:
    Boeing, Etiópia, Congresso dos EUA, Indonésia, Boeing 737 MAX
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