17:48 11 Novembro 2019
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    Manifestação em La Paz após eleições gerais na Bolívia (arquivo)

    Brasil, EUA, Argentina e Colômbia apoiam OEA e pedem 2º turno na Bolívia

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    Os países expressaram apoio por meio de um comunicado conjunto, endereçado ao representante permanente dos EUA na OEA, Carlos Trujillo, durante reunião especial do Conselho Permanente da Organização.

    Na noite desta quinta feira (24), o Brasil, Argentina, Colômbia e EUA emitiram um comunicado conjunto que contesta os resultados das eleições na Bolívia e pede a realização de um segundo turno.

    O comunicado solicita que a Bolívia "coopere" com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para garantir a "transparência" e "credibilidade" da contagem de votos.

    A OEA solicitou que a Bolívia realize um segundo turno, apesar de a apuração dos votos, segundo o Supremo Tribunal Eleitoral na Bolívia, ter dado vitória ao atual presidente do país, Evo Morales.

    Com 99,9% das urnas apuradas, o partido do atual presidente, Movimento ao Socialismo (MAS), alcançou 2.889.074 votos, equivalente a 47.07%. O principal partido de oposição, a Comunidade Cidadã (CC), obteve 2.240.894 votos, ou 36.51%.

    A vantagem, de pelo menos 10,55%, dá vitória a Evo Morales, sem a necessidade de enfrentar o opositor, Carlos Mesa, em um segundo turno, de acordo com as leis da Bolívia.

    "A Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos acreditam que o povo boliviano tem o direito de escolher os seus líderes em eleições justas e livres", declara o comunicado conjunto. "Incitamos as autoridades eleitorais da Bolívia a trabalhar com a Missão de Observação Eleitoral da OEA para garantir uma apuração dos votos transparente e digna de confiança".

    O comunicado pede que a Bolívia realize um segundo turno, caso a Missão Eleitoral da OEA não consiga verificar os resultados do primeiro turno.

    Representante do Brasil na OEA, Embaixador Fenando Simas Magalhães, manifestou apoio ao pleito da organização pela realização de segundo turno
    Representante do Brasil na OEA, Embaixador Fenando Simas Magalhães, manifestou apoio ao pleito da organização pela realização de segundo turno

    Em sua intervenção, o representante permanente dos EUA na OEA lembrou a queda temporária do sistema eletrônico de votação no país, o TREP, para justificar as suspeitas de fraude no processo eleitoral.

    A Suprema Corte Eleitoral da Bolívia explicou que o TREP foi desligado temporariamente para evitar que os as apurações eletrônicas fossem confundidas com a apuração manual dos votos. De acordo com a Corte, apesar da apuração manual dos votos ser mais lenta, ela se mostrou muito mais precisa.

    Nesta quarta-feira (23), antes da conclusão da apuração dos votos, começaram protestos contra os resultados das eleições. O líder de oposição, Carlos Mesa, denunciou os dados preliminares como fraudulentos. Manifestantes atearam fogo a colégios eleitorais em diversas cidades do país.

    Candidato à presidência da Bolívia, Carlos Mesa, participa de protestos em La Paz, em 22 de Outubro de 2019
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Candidato à presidência da Bolívia, Carlos Mesa, participa de protestos em La Paz, em 22 de Outubro de 2019

    A OEA realiza missões de observação eleitoral regularmente no continente americano. Veja aqui os relatórios da Organização em relação aos pleitos organizados na Bolívia.

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    Organização dos Estados Americanos (OEA), Eleições na Bolívia, Bolívia
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