14:31 19 Novembro 2019
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    A worker walks next to a Boeing 737 MAX 8 airplane parked at Boeing Field, Thursday, March 14, 2019, in Seattle

    Mensagens internas da Boeing sugerem que técnicos sabiam sobre problemas do 737 MAX

    © AP Photo / Ted S. Warren
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    Aparentemente as mensagens, por aquilo que ficou conhecido agora publicamente, são a primeira constatação de que o MCAS falhava já durante os testes.

    Mensagens de texto trocadas entre dois funcionários da Boeing envolvidos na pilotagem e nos testes ocorridos em 2016 indicam que eles tinham conhecimento dos principais problemas relacionados com a função automatizada do Boeing 737 MAX, que dificultava o controle do avião e tem sido associada com os dois acidentes catastróficos na Indonésia e Etiópia.

    Após obter acesso aos documentos, a informação foi revelada esta sexta-feira (18) pela agência Reuters.

    Trata-se de uma troca de opiniões alarmante ocorrida há três anos entre o então chefe dos pilotos técnicos do MAX, Mark Forkner, e outro piloto da companhia. Na conversação entre os dois eles abordaram o rendimento apresentado no simulador pelo sistema automatizado de estabilização MCAS, dizendo que estava "desenfreado".

    "Então basicamente menti aos reguladores [sem saber]", disse Forkner. Explicando a seguir o que acontecia com a aeronave, dizendo que o avião estava se comportando com "um louco" e tendo concluído que o que viu "foi atroz".

    As mensagens, tendo em conta o que se sabe até agora publicamente, são a primeira constatação que o MCAS já falhava durante os testes, na altura em que a aeronave ainda não estava em serviço.

    No entanto, a empresa manteve escondidos estes documentos durante vários meses, antes de finalmente entregá-los à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Agora surgem questões se a Boeing foi desonesta com os funcionários federais.

    Após a publicação desta conversação, relacionada com o processo de certificação original do 737 MAX em 2016, o administrador da FAA, Steve Dickson, exigiu aos executivos da Boeing uma explicação "imediata" pela demora em entregar estes documentos.

    A revelação das referidas conversações provocou uma queda acelerada das ações da Boeing, a semana foi encerrada com uma queda de 6,79% na Bolsa.

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    Tags:
    aviões, EUA, aviação civil, FAA, Boeing 737
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