14:38 22 Novembro 2019
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    Líderes indígenas comemoram acordo com governo do Equador que deve cancelar pacote de austeridade no país, após protestos populares

    Governo do Equador e grupos indígenas chegam ao acordo sobre subsídios e fim de protestos

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    O presidente do Equador, Lenín Moreno, iniciou neste domingo as negociações com líderes dos povos indígenas do país para encerrar os protestos contra o governo.

    Ainda no sábado, Moreno prometeu revisar seu controverso decreto sobre corte de subsídios aos combustíveis, o que provocou inquietação em todo o país.

    Após longas negociações com líderes do protesto e representantes de povos indígenas, o governo de Moreno cancelou o controverso decreto que provocou violentos protestos.

    "Com esse acordo, as mobilizações [...] em todo o Equador estão encerradas e nos comprometemos a restaurar a paz no país", disseram Moreno e líderes indígenas em comunicado conjunto neste domingo, acrescentando que o governo retirou o decreto que acabava com os subsídios aos combustíveis, informou AFP.

    Moreno definiu um conjunto de medidas de austeridade e reformas econômicas, na tentativa de receber um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que provocou protestos em massa em todo o Equador.

    Os cortes no programa governamental de subsídios a combustíveis foram motivo inicial da revolta da população local, que se agravou em função da forte repressão policial aos protestos.

    Organizações locais de direitos humanos calculam que os distúrbios no país resultaram em pelo menos sete mortes e cerca de 1.000 pessoas feridas.

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    Tags:
    povos indígenas, Lenín Moreno, protestos, subsídios, preços de combustíveis, Equador
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