22:52 15 Outubro 2019
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    Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana, durante debate na sede administrativa da Assembleia Nacional em Caracas, Venezuela, 3 de setembro de 2019

    Maduro: sede do governo colombiano emitiu ordem para extrair Guaidó a Bogotá

    © AP Photo / Andrea Hernandez Briceño
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    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, garantiu que a Casa de Nariño, sede do governo da Colômbia, emitiu uma ordem para extrair o líder oposicionista Juan Guaidó para o país vizinho em 23 de fevereiro deste ano.

    "Foi uma ordem do Palácio de Nariño para usar [a organização paramilitar colombiana] Los Rastrojos para extrair Juan Guaidó em 23 de fevereiro e espero que o Congresso da Colômbia, as instituições colombianas abram alguma investigação, e aqui estão todas as provas e todas as testemunhas. A Procuradoria-Geral da Colômbia pode vir e interrogar testemunhas amplamente reconhecidas como criminosos", disse Maduro durante uma cerimônia no Palácio Miraflores (sede do governo).

    O chefe de Estado venezuelano afirmou que Guaidó participou de uma reunião na chamada Casa de Piquenique, onde supostamente grupos paramilitares cometem assassinatos.

    "A Casa de Piquenique é uma casa onde as pessoas são desmembradas e desaparecem com uma serra, eles desmembraram mais de 500 pessoas e os que o fizeram são pessoas que parecem proteger Juan Guaidó, ele estava nessa casa e eles chegaram a Juan Guaidó através do governo de Ivan Duque", declarou o presidente venezuelano.

    Fotografias vazadas

    Em 11 de setembro, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, revelou algumas fotografias de Guaidó com líderes de Los Rastrojos, aparentemente tiradas em 22 de fevereiro.

    O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, anunciou no dia 20 de setembro a prisão de Iván Posso Pedrozo, conhecido como Nandito, um dos integrantes do grupo paramilitar Los Rastrojos, que é retratado em uma das fotografias com o líder opositor venezuelano Juan Guaidó.

    Apoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela
    © AP Photo / Ariana Cubillos
    Apoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela

    O ministro divulgou um vídeo no qual Posso Pedrozo aparece garantindo que as fotografias em que posou com o líder da oposição venezuelana foram tiradas para serem usadas mais tarde para ter livre trânsito em território venezuelano.

    Investigação em andamento

    De acordo com o ministro, Los Rastrojos organizaram a "Operação Cadeado" para proteger a caravana de veículos em que seguia Guaidó através da fronteira para a Colômbia em 22 de fevereiro.

    De acordo com Rodríguez, a operação consistiu em um toque de recolher, motins para facilitar a passagem e o transporte do deputado da oposição, que havia sido proibido de sair do país pelo governo de Maduro.

    O Ministério Público venezuelano abriu uma investigação criminal contra Guaidó por supostas ligações com membros do Los Rastrojos.

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    Tags:
    extradição, Diosdado Cabello, Venezuela, Colômbia, Nicolas Maduro, Juan Guaidó
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