18:56 13 Novembro 2019
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    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhado pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino Lopez e pelo comandante das Operações Estratégicas, almirante Remigio Ceballos, chegam para um encontro com as tropas de Fort Tiuna, em Caracas.

    Venezuela dará 500 mil armas às milícias nacionais durante exercícios

    © AP Photo / Assessoria de Imprensa do Miraflores / Jhonn Zerpa
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    O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse que as milícias nacionais receberão mais de 500 mil armas de fogo para os exercícios militares perto da fronteira com a Colômbia.

    Na semana passada, Maduro anunciou exercícios militares de larga escala perto da fronteira colombiana entre 10 e 28 de setembro.

    Segundo Maduro, a Venezuela estaria implantando sistemas de defesa aérea em sua fronteira com a Colômbia durante o período de realização dos exercícios. O presidente destacou que o país está aumentando suas forças na área em meio à ameaça de possível agressão de Bogotá contra Caracas.

    “Agora estamos armando a milícia nacional. Para distribuir mais de 500 mil armas de fogo, o exército venezuelano usará seus mecanismos legais e institucionais”, afirmou Maduro em discurso no estado central de Guarico na quarta-feira (11).

    ​À medida que avançou a crise política na Venezuela, as relações com a Colômbia se deterioraram.

    Em janeiro, a oposição tentou derrubar Maduro e posicionar o líder oposicionista, Juan Guaidó, como presidente interino. A tentativa não surtiu efeito, mas a tensão continuou e Maduro acusou Bogotá de estar por trás de uma trama para derrubá-lo e assassiná-lo. A Colômbia nega as acusações.

    A Colômbia foi um dos países que apoiou Juan Guaidó como presidente interino. Já China e Rússia se mantiveram entre os Estados que apoiaram Maduro como líder legítimo da Venezuela.

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    Tags:
    Rússia, China, Juan Guaidó, Bogotá, Caracas, Colômbia, Nicolás Maduro
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