06:15 18 Setembro 2020
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    Uma mulher cuja filha de 1 ano morreu semanas depois de ser libertada de um centro de detenção de imigrantes no Texas entrou com uma ação nesta quarta-feira (31) contra a empresa privada que opera a instalação.

    Os advogados de Yazmin Juarez estão exigindo US$ 40 milhões da CoreCivic na queixa apresentada em um tribunal federal em San Antonio. É a terceira reivindicação legal que eles registraram relacionada à morte da filha de Yazmin, Mariee, em maio do ano passado.

    As mortes de crianças detidas por agentes de fronteira atraíram a atenção nacional, assim como as condições nas instalações de fronteira, onde, em alguns casos, dezenas de crianças foram mantidas juntas. Yazmin Juarez testemunhou em 10 de julho diante de um painel da Câmara dos EUA, enquanto fotos de Mariee eram exibidas em telas de televisão. Alguns legisladores enxugaram as lágrimas enquanto ela falava.

    A CoreCivic opera o centro de detenção familiar da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA em Dilley, Texas, a maior instalação do gênero. Os advogados de Juarez alegam que a CoreCivic permitiu as más condições em suas instalações de 2.400 camas.

    "Não acreditamos que seja apropriado prender crianças pequenas", disse Stanton Jones, advogado de Juarez. "No mínimo, se a CoreCivic está ganhando enormes quantias de dinheiro para administrar uma prisão para crianças, há deveres legais que vêm com isso."

    O CoreCivic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Suas demonstrações financeiras afirmam que a empresa faturou US$ 171 milhões na instalação de Dilley no ano passado.

    Mariee morreu em maio de 2018 depois de sofrer uma hemorragia que levou a lesões irreversíveis no cérebro e nos órgãos, seis semanas depois que ela e sua mãe foram liberadas de Dilley. Juarez afirma que, quando deixaram Dilley, Mariee ficou perigosamente doente e internou-se em um pronto-socorro um dia depois.

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