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    O presidente venezuelano Nicolás Maduro recebeu delegados internacionais, que participam da 25ª edição do Foro de São Paulo, no Palácio Miraflores, a sede do governo em Caracas.

    "Encontro com delegações internacionais e personalidades que visitam a Venezuela para participar da XXV edição do Foro de São Paulo", disse o presidente em sua publicação no Twitter.

    ​Entre as reuniões realizadas pelo presidente, foi destacada a reunião com o vice-reitor da Universidade de Roma La Sapienza, Luciano Vasapollo, responsável pela coordenação para que crianças venezuelanas recebam transplante de medula óssea na policlínica de Roma, conforme informou a emissora de televisão estatal venezuelana.

    O chefe de Estado também teve encontros com deputados do Partido Comunista do Chile, eurodeputados e o neto de Nelson Mandela, Zwelivelile "Mandla", que veio a Caracas para participar da reunião anual.

    Apoio popular

    Durante o encontro, seguidores do governo de Maduro marcharam no oeste de Caracas, pela paz dos povos e em apoio ao Foro de São Paulo, que está sendo realizado na capital venezuelana de 25 a 28 de julho.

    ​Os apoiadores do governo venezuelano se mobilizaram no oeste de Caracas para apoiar o Foro de São Paulo, que acontecerá na capital do país sul-americano de 25 a 28 de julho. Cortesia de Kelly Carreño

    Vários participantes deram seus depoimentos à Sputnik Mundo e disseram que este fórum é uma plataforma para denunciar as agressões de governos estrangeiros contra a nação sul-americana.

    "Eu venho para apoiar o fórum, eu acho que é apropriado que todas essas pessoas de várias partes do mundo vieram ao nosso país para nos acompanhar nesta luta contra as sanções e agressões impostas pelos Estados Unidos", disse Leticia Martinez, 45 anos.

    "A luta é por todos os povos da América Latina, pela Colômbia, pelo Equador, que também está sofrendo, pela Guatemala, pelo Brasil, pela Argentina, pelo Chile, e eu estou pronto para a batalha", declarou o cidadão Jorge Jinete.

    Apoiadores do governo Maduro saem às ruas para apoiar o Foro de São Paulo, em Caracas, Venezuela
    © Sputnik / Kelly Carreño
    Apoiadores do governo Maduro saem às ruas para apoiar o Foro de São Paulo, em Caracas, Venezuela

    "Estamos apoiando o Foro de São Paulo, aqui está a Milícia Bolivariana pela paz, contra todas as medidas coercivas que os Estados Unidos estão implementando em nosso país, estamos em resistência e venceremos", destacou Juan Rodríguez, integrante da Milícia Bolivariana, um órgão formado por civis e ex-militares.

    Alison Bodine, membro da organização pela justiça social canadense Fire This Time, disse que, apesar das sanções, a Venezuela tem resistido aos bloqueios impostos por governos estrangeiros.

    Apoiadores do governo Maduro seguram cartaz para apoiar o Foro de São Paulo, em Caracas (Venezuela)
    © Sputnik / Kelly Carreño
    Apoiadores do governo Maduro seguram cartaz para apoiar o Foro de São Paulo, em Caracas (Venezuela)

    "O governo do Canadá e os Estados Unidos estão impondo sanções e bloqueios contra as pessoas aqui na Venezuela, mas o povo da Venezuela é tão forte e tem coragem que está apoiando seu governo democraticamente eleito", declarou Bodine à agência.

    Fórum emblemático

    Mais de 700 representantes de movimentos e partidos políticos de esquerda de todo o mundo participam do fórum, que termina neste domingo, 28 de julho.

    O Foro de São Paulo, uma plataforma emblemática de partidos e movimentos políticos da esquerda latino-americana e caribenha, foi criado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil em 1990 com o objetivo de discutir estratégias a seguir perante o avanço do capitalismo na América Latina.

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    Tags:
    América Latina, Nicolás Maduro, Partido Trabalhista, Venezuela, Foro de São Paulo
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