22:12 20 Agosto 2019
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    Estrela de rubi de uma das torres da fortaleza do Kremlin. Ao fundo, Grande palácio do Kremlin (foto de arquivo)

    EUA revelam novo plano anti-Rússia para combater 'influência maligna' do Kremlin

    © Sputnik / Aleksei Druzhinin/Anton Denisov/Serviço de imprensa do presidente russo
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    A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) publicou uma estratégia sob o nome de "Combate à influência maligna do Kremlin" (CMKI), delineando quatro prioridades.

    "O CMKI da USAID responde ao desafio da influência maligna do Kremlin construindo a resiliência econômica e democrática dos países visados e trabalhando para mitigar as tentativas do Kremlin de minar uma série de instituições fundamentais", diz o documento publicado no site da agência americana.

    Quatro objetivos estratégicos

    O plano centra-se em quatro objetivos: defender o funcionamento das instituições democráticas e do Estado de direito, resistir à manipulação da informação, reduzir a vulnerabilidade energética e diminuir as vulnerabilidades econômicas.

    A primeira das metas dos autores aponta para a "resistência às tentativas de minar as instituições democráticas e o Estado de direito".

    Eles planejam conseguir isso através do "fortalecimento do sistema de contenção e contrapesos e da primazia do direito", do "fortalecimento da resiliência da sociedade civil perante as tentativas de restringir, esgotar ou desacreditar atividades não governamentais independentes" e da "redução da vulnerabilidade do processo eleitoral e político à influência externa e à polarização".

    "Estes esforços incluirão a criação de ferramentas para os líderes reformistas e as vozes da sociedade civil combaterem as práticas governamentais corruptas que os agentes do Kremlin frequentemente exploram seletivamente para benefício estratégico de Moscou", escreve o relatório.

    Os autores da iniciativa citam como exemplo o fato que a USAID "forneceu à Comissão Eleitoral Central da Ucrânia equipamentos de cibersegurança e ajudou a treinar profissionais especializados por cerca de US$ 2,7 milhões (R$ 10 milhões)".

    "Ao financiar comunidades locais e regionais da sociedade civil e organizações não governamentais, a USAID ajuda a garantir que os cidadãos possam responsabilizar seus governos", observa o documento.

    O segundo objetivo do conceito é "resistir à manipulação da informação", através da intensificação da "capacidade da mídia local de fornecer notícias e informações profissionais e confiáveis", do aumento da “alfabetização midiática e da necessidade do público de obter informação independente e de alta qualidade" e do fortalecimento das “leis e regulamentos para garantir a liberdade de imprensa".

    Capitólio de Washington
    © Sputnik / Vladimir Astapkovich
    Capitólio de Washington

    "Com financiamento da USAID, onze parceiros estratégicos de mídia em toda a Bôsnia, Kosovo, Montenegro, Macedônia do Norte e Sérvia estão aumentando seus públicos, diversificando as receitas e elevando sua presença na mídia digital", informam os autores do artigo.

    Reduzir vulnerabilidade energética e econômica

    Quanto ao terceiro propósito, que é "reduzir a vulnerabilidade energética", a USAID considera necessário "reforçar a segurança energética dos países parceiros", "reduzir a dependência das fontes de energia controladas pelo Kremlin" e "melhorar o controle interno e externo e a gestão do sector energético".

    Já o quarto objetivo é "reduzir a vulnerabilidade na esfera econômica", promovendo "a diversificação das exportações e permitindo que as empresas concorram nos mercados ocidentais" e fortalecendo "a capacidade do mercado financeiro de atender e interagir com os padrões e práticas internacionais".

    Em março, o chefe da USAID, Mark Green, anunciou que os EUA proporiam um mecanismo para combater a influência da Rússia na Europa, Eurásia e Ásia Central.

    A Rússia negou repetidamente as acusações de tentar influenciar os processos democráticos em vários países. O porta-voz do presidente, Dmitry Peskov, classificou as acusações de "absolutamente infundadas", enquanto o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que não há evidências que confirmem tais ações.

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    Tags:
    EUA, USAID, Kremlin
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