19:52 22 Setembro 2019
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    Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é visto saindo de delegacia em Londres

    EUA irão interrogar amigo de Assange preso no Equador

    © REUTERS / Peter Nicholls
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    Investigadores dos EUA receberam permissão do Equador para interrogar um programador sueco próximo do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está detido há mais de dois meses acusado de ser um hacker, afirma a Associated Press.

    A entrevista com Ola Bini está marcada para 27 de junho, de acordo com uma ordem do promotor equatoriano fornecida à AP por alguém que acompanha de perto o caso.

    Porta-vozes do Departamento de Justiça dos EUA se recusaram a comentar, mas uma pessoa familiarizada com o caso nos Estados Unidos confirmou que as autoridades americanas querem ouvir Bini, que foi preso no mesmo dia em que o Equador expulsou Assange de sua embaixada em Londres. Ambas as pessoas falaram sob condição de anonimato porque não estão autorizadas a discutir publicamente uma investigação que está em andamento.

    Não está claro por que as autoridades americanas pediram para falar com Bini. O programador não foi acusado de nenhum crime pelo Equador.

    Bini, de 36 anos, foi preso no aeroporto de Quito quando se preparava para embarcar em um voo para o Japão. Autoridades equatorianas alegaram que ele fazia parte de um plano tramado com dois hackers russos não identificados que viviam no Equador para ameaçar divulgar documentos comprometedores sobre o presidente Lênin Moreno. Assange foi expulso da embaixada do Equador em Londres, onde vivia desde 2012, por decisão de Moreno. 

    Grupos de privacidade acusam o Equador de realizar uma caça às bruxas por causa da amizade de Bini com Assange e sua defesa de longa data da privacidade digital. Acredita-se que Bini tenha viajado pelo menos 12 vezes para se encontrar com Assange na embaixada de Londres. Os promotores têm 90 dias para compilar provas e acusá-lo.

    David Kaye, investigador especial das Nações Unidas sobre a liberdade de expressão, critica sua prisão. "Nada nesta história conecta Ola Bini com qualquer crime", disse Kaye em abril.

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    Tags:
    Julian Assange, Equador
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