05:55 28 Novembro 2020
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    O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, afirmou para uma multidão empolgada na cidade fronteiriça de Tijuana neste sábado (8) que estava relutantemente preparado para impôr sanções nos produtos dos Estados Unidos caso as negociações com Washington falhassem.

    Os comentários do presidente vieram logo depois de seu ministro das Relações Exteriores e negociador-chefe, Marcelo Ebrard, afirmar que o país saiu com a "dignidade intacta" do diálogo que suspendeu o plano dos EUA de aplicar sanções contra produtos mexicanos. 

    Obrador disse que, como um admirador de Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela, ele se opõe à retaliação, mas estava preparado para impor tarifas aos EUA. 

    A manifestação em Tijuana foi originalmente planejada como um ato de solidariedade diante da ameaça do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 5% sobre as exportações mexicanas se o país não diminuísse o fluxo de imigrantes ilegais que usam seu território para chegar nos EUA. 

    Mas autoridades dos países chegaram a um acordo após o México comprometer-se em tomar medidas para conter o fluxo de imigrantes ilegais. 

    Falando sobre os imigrantes, Ebrard disse: "enquanto eles estiverem no México, vamos nos solidarizar com eles".

    López Obrador falou das longas e entrelaçadas histórias dos dois países, observando que são "protagonistas na maior troca demográfica do mundo".

    Os moradores de Tijuana no comício disseram que apoiam os termos do acordo. Mas moradores a apenas um quarteirão de distância expressaram preocupação de que o acordo poderia significar mais requerentes de asilo tendo que esperar em Tijuana e outras cidades da fronteira mexicana para a resolução de seus casos nos EUA. Esse processo pode levar meses ou até anos.

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