Especialista revela quem pode ser afetado pelas novas sanções dos EUA

© AP Photo / Andrew HarnikO ex-diretor do FBI Robert Mueller, o conselheiro especial sondando a interferência russa na eleição de 2016, deixa o Capitólio após uma reunião a portas fechadas em Washington. (Arquivo)
O ex-diretor do FBI Robert Mueller, o conselheiro especial sondando a interferência russa na eleição de 2016, deixa o Capitólio após uma reunião a portas fechadas em Washington. (Arquivo) - Sputnik Brasil
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Um novo projeto de lei que proibiu a entrada nos EUA de pessoas envolvidas em interferência nas eleições americanas pode afetar os russos mencionados no relatório de Mueller, disse Vladimir Batyuk chefe do Centro de Pesquisas Político-Militares do Instituto dos EUA e Canadá (Academia de Ciências da Rússia).

Anteriormente, foi relatado que na segunda-feira (3) o Senado dos EUA aprovou por unanimidade o projeto de lei para proibir a entrada no país de pessoas "envolvidas na interferência nas eleições dos EUA".

Assim chamada "lei de contenção", DETER ato (Defendendo Eleições contra Trolls de Regimes Inimigos, em tradução livre), propõe "tornar estrangeiros, que interfiram indevidamente nas eleições americanas, não admitidos nos EUA".

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"O relatório de Muller já apontou alguns cidadãos russos que alegadamente interferiram nas eleições americanas de 2016. É óbvio que essas pessoas, que têm sido chamadas de oficiais da Inteligência das Forças Armadas da Rússia nos EUA, serão inclusas na lista de pessoas que serão proibidas de entrar nos EUA", disse o analista à Sputnik.

De acordo com Batyuk, uma resposta de Moscou poderia vir a ser aplicada se a lista incluir altos funcionários russos, mas, até agora, com exceção dos nomes mencionados no relatório de Muller, não foram mencionados outros nomes. O projeto de lei deve receber aprovação da Câmara dos Deputados, disse Batyuk.

"As probabilidades são bastante altas, dado o sentimento que agora domina os EUA. Além disso, dado o início da campanha presidencial para as eleições de 2020, os democratas estão muito interessados em continuar agitando esse tema", disse ele.

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As agências de inteligência dos EUA acusaram a Rússia de "interferir nas eleições" em 2016. A campanha do presidente Donald Trump também foi acusada de ter laços com o governo russo. O procurador especial Robert Muller passou cerca de dois anos investigando as alegações de "interferência russa" nas eleições.

Em seu relatório, Muller disse que a Rússia interferiu nas eleições americanas, o que Moscou nega. Mesmo afirmando que Rússia interferiu, Muller não conseguiu encontrar provas da "conspiração" de Trump com a Rússia, o que foi negado tanto pelo Kremlin como pela Casa Branca. Muller também foi incapaz de concluir se Trump persuadiu a Justiça no decurso da investigação.

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