12:26 18 Setembro 2019
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    Confrontos entre oposição e Guarda Nacional perto da base aérea La Carlota, em Caracas

    Washington quer transformar Venezuela em gigantesco 'campo de concentração', diz político

    © AFP 2019 / Matias Delacroix
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    A política externa dos EUA está mostrando sua versão fascista na Venezuela, país que Washington quer transformar em um campo de concentração ao estilo da Alemanha nazista, disse à Sputnik o dirigente comunista costa-riquenho Humberto Vargas Carbonell.

    "Neste momento há uma prática aberta, direta e fascista por parte do governo dos EUA. Que significado têm ações claramente genocidas como tirar a água potável e a eletricidade de uma cidade inteira? Trata-se de transformar a Venezuela em um campo de concentração gigantesco do tipo hitleriano", disse à Sputnik Humberto Vargas Carbonell, secretário-geral do Partido da Vanguarda Popular, um partido comunista da Costa Rica.

    O político, candidato à presidência em 2006 e duas vezes deputado (1978-1982 e 1986-1990), disse que tanto o Grupo de Lima quanto a figura do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, são uma "criação imperial".

    Vargas Carbonell reconheceu que o Grupo de Contato Internacional (GIC) na Venezuela não é igual ao Grupo de Lima, mas disse que os países integrantes "não estão apresentando nenhuma opção que seja positiva".

    "Eles repetem a retórica geral, não há grande diferença entre a retórica do Grupo de Lima e do GIC", opina ele.

    A União Europeia e os oito países do continente que fazem parte do GIC (França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido), junto com o Uruguai, Costa Rica, Equador e Bolívia, cometeram "um sério erro "por renunciarem a ter uma" política própria" em relação à Venezuela, disse o líder comunista.

    Os representantes do Grupo de Contato Internacional se reuniram em 6 e 7 de maio na capital da Costa Rica para continuar buscando uma solução política, pacífica e democrática para a situação na Venezuela.

    Nessa reunião, o GIC aceitou o convite do Grupo de Lima para realizar uma reunião entre os dois blocos e expressou sua intenção de convidar ao diálogo países como os EUA, Rússia, China e Cuba, bem como anunciou a criação de um grupo de trabalho humanitário em Caracas.

    Em 30 de abril, o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, lançou a chamada Operação Liberdade para retirar Nicolás Maduro do poder.

    Segundo o atual ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas da Venezuela continuam sendo completamente fiéis às autoridades legítimas.

    A Venezuela tem lidado com uma grave crise política, com o líder da oposição, Juan Guaidó, proclamando-se presidente interino do país em 23 de janeiro.

    Tags:
    Juan Guaidó, Nicolás Maduro, nazismo, EUA, Venezuela
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